
A Polícia Federal revelou que o ex-governador Cláudio Castro e o dono do Banco Master mantinham um vínculo pessoal estreito, marcado por eventos de luxo em Nova York. A investigação aponta que esses favores coincidiam com aportes bilionários do RioPrevidência no banco, levando o político a desistir da candidatura ao Senado.
Quais eventos de luxo estão sendo investigados pela Polícia Federal?
A investigação destaca encontros caríssimos financiados pelo banqueiro Daniel Vorcaro para Cláudio Castro. Um deles foi uma degustação exclusiva de uísque em Nova York que custou mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões). Outro jantar na mesma cidade teve uma conta superior a US$ 13 mil. A PF aponta que existia um ‘sincronismo’ entre essas festividades privadas e a liberação de dinheiro público para investimentos no banco.
Como funcionava o suposto esquema envolvendo o RioPrevidência?
A suspeita é de que houve uma ‘expropriação’ do fundo de pensão dos servidores estaduais do Rio. Após os jantares de luxo, o RioPrevidência realizou aportes que somaram quase R$ 3,7 bilhões no Banco Master. Foram usadas Letras Financeiras (títulos de dívida emitidos por bancos) e fundos estruturados. A PF notou que mudanças na gestão do fundo ocorreram estrategicamente para facilitar essas aplicações, ignorando alertas de riscos.
Qual foi a consequência política para Cláudio Castro?
Diante da gravidade das revelações e da autorização do STF para a oitava fase da Operação Compliance Zero, Cláudio Castro anunciou oficialmente a desistência de sua candidatura ao Senado nas eleições de 2026. Ele afirmou que tomou a decisão para focar exclusivamente em sua defesa jurídica, já que a retirada do sigilo sobre as investigações inviabilizou sua permanência na disputa eleitoral.
Houve o envolvimento de outras autoridades nesses eventos?
Sim, a investigação cita que o banqueiro promoveu outras confraternizações milionárias. Em Londres, uma degustação de uísque em 2024 reuniu ministros do STF, o procurador-geral da República e parlamentares, custando mais de R$ 3 milhões. No entanto, o STF esclareceu que a presença em eventos sociais não configura impedimento legal e não há indícios de que essas outras autoridades estejam sob investigação ou tenham cometido irregularidades.
O que dizem as defesas dos citados no inquérito?
A defesa de Cláudio Castro nega qualquer relação indevida e afirma que os encontros foram institucionais e dentro da normalidade. O Banco Master também nega irregularidades, sustentando que todas as operações com o RioPrevidência seguiram critérios técnicos, legais e regulatórios. A defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou após as últimas revelações da Polícia Federal.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
- Jantares de luxo e degustação de uísque de US$ 1 milhão em NY: PF lista favores de Vorcaro a Castro
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