
O índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da zona do euro subiu de 51,6 em março para 52,2 em abril, o nível mais alto em quase quatro anos e indicando uma melhora mais forte nas condições operacionais das fábricas, segundo dados divulgados pela S&P Global.
A produção e os pedidos estão sendo impulsionados pela formação de estoques de segurança, em meio a preocupações generalizadas com escassez de oferta e aumento de preços decorrentes da guerra no Oriente Médio, mostram os dados. No entanto, “a pesquisa é mais motivo de preocupação do que de celebração”, diz o economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence, Chris Williamson.
O otimismo dos fabricantes para o próximo ano caiu ao nível mais baixo em cerca de um ano e meio, com a guerra destruindo a confiança que vinha se consolidando no início do ano. Além disso, há o risco é que os formuladores de política monetária se deixem enganar pelos números fortes do PMI cheio e fiquem confiantes demais com o crescimento econômico, mas há sinais claro na pesquisa de que esse crescimento não será sustentado, diz Williamson.
Por outro lado, o choque inflacionário que se aproxima pode ser maior do que muitos antecipavam, criando um grande dilema para quem define os juros. O salto na inflação dos preços de venda dos fabricantes em abril foi o mais intenso desde o início da série do PMI da zona do euro, em 1997. Nos dois meses desde o início da guerra, o aumento da inflação dos custos de insumos foi muito superior a qualquer outro já registrado em quase três décadas de histórico da pesquisa.
O PMI do setor industrial da Alemanha para 51,4 em abril, ligeiramente abaixo da máxima de 46 meses de 52,2 registrada em março, segundo dados da S&P Global. O indicador se mantém acima de 50, o que indica expansão, devido ao crescimento tanto de novos pedidos quanto da produção, bem como a prazos de entrega mais longos dos fornecedores.
No entanto, o crescimento parece estar com os dias contados, dados os fatores subjacentes que o impulsionam e a queda acentuada nas expectativas de negócios para território negativo, diz o diretor associado de economia da S&P Global Market Intelligence, Phil Smith. Os produtores de bens esperam que as consequências da guerra no Oriente Médio levem a uma queda na produção nos próximos meses.
Smith afirma que a produção e os novos pedidos continuam sendo sustentados pela disputa para garantir suprimentos em meio a preocupações com futuros aumentos de preços e escassez, com essa antecipação tendo o potencial de gerar algum retorno nos próximos meses. Porém, as empresas que esperam uma queda na atividade no próximo ano agora superam aquelas que antecipam um aumento.
“Há receios de que o aumento da pressão inflacionária e a consequente redução do poder de compra sufoquem a demanda, com a inflação dos preços de fábrica saltando acentuadamente para o nível mais alto em mais de três anos em abril”, diz Smith. Ao mesmo tempo, com os atrasos na entrega já em um nível não visto desde meados de 2022, existe o risco de que a produção possa ser reduzida independentemente da situação da demanda, afirma.
O PMI do setor industrial da França subiu de 50 em março para 52,8 em abril, seu nível mais alto desde maio de 2022 e que indica uma melhora robusta nas condições operacionais das fábricas em toda a França, segundo dados da S&P Global. Os dados mostram que um forte aumento nos novos pedidos elevou os níveis de produção.
As carteiras de encomendas receberam um impulso bem-vindo em abril, à medida que os clientes anteciparam suas compras na medida em que esperam aumentos de preços e interrupções no fornecimento. Um aumento nos pedidos em carteira também aumenta as chances de essa recuperação se manterão longo do trimestre, diz o economista principal da S&P Global Market Intelligence, Joe Hayes.
Ainda assim, “a escassez de capacidade pode se transformar rapidamente em um problema de inflação mais amplo”, afirma Hayes. Os fabricantes franceses sofreram com a falta de poder de precificação nos últimos dois anos, devido às condições de demanda persistentemente fracas e à concorrência internacional. “Isso pode explicar por que as empresas absorveram grande parte do aumento de seus custos em abril, mas repassar esse aumento se torna muito mais fácil quando as carteiras de encomendas estão se preenchendo.”
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