
Antes da votação, Eduardo Paes aparecia com ampla vantagem na Polymarket. Depois do primeiro turno, Douglas Ruas terminou na frente nas urnas e passou a dominar as probabilidades negociadas na plataforma.
A eleição para o Governo do Rio de Janeiro provocou uma mudança brusca também no mercado internacional de previsões.
Antes da abertura das urnas, Eduardo Paes (PSD) aparecia como o principal favorito na Polymarket, enquanto Douglas Ruas (PL) vinha bem atrás nas probabilidades negociadas pelos participantes da plataforma.
Depois da votação, o cenário virou.
ANTES DAS URNAS: PAES ERA O QUERIDINHO
Na madrugada de 4 de outubro, antes da votação, o registro da Polymarket mostrava:
Eduardo Paes — 79,2%
Douglas Ruas — 21%
Naquele momento, a expectativa dos participantes do mercado estava fortemente concentrada em Paes.
É importante destacar que esses números não representam intenção de voto. A Polymarket funciona como um mercado de previsão, no qual os preços dos contratos variam conforme compras e vendas realizadas pelos participantes.

AÍ VIERAM AS URNAS
Quando a apuração terminou, o resultado oficial apresentou um cenário diferente daquele indicado pelas apostas antes da votação.
Com 100% das urnas apuradas, Douglas Ruas terminou o primeiro turno à frente de Eduardo Paes.
Os números divulgados pela Justiça Eleitoral foram:
Douglas Ruas — 4.271.199 votos — 49,27%
Eduardo Paes — 3.706.984 votos — 42,76%
A diferença entre os dois foi de 564.215 votos.
Ou seja, o candidato que aparecia bem atrás na Polymarket antes da votação acabou terminando o primeiro turno na frente.

DEPOIS DAS URNAS: O MERCADO VIROU
Depois da divulgação do resultado, as probabilidades negociadas na Polymarket mudaram radicalmente.
Na consulta realizada em 6 de outubro, o cenário apresentava:
Douglas Ruas — 94,8%
Eduardo Paes — 3,7%
Douglas saiu de aproximadamente 21% antes das urnas para 94,8% depois da votação.
Paes fez o movimento contrário: saiu de 79,2% para 3,7%.

A GRANDE VIRADA NA POLYMARKET
O contraste entre os dois registros deixa clara a inversão de expectativa.
Douglas avançou:
21% → 94,8%
Uma alta de 73,8 pontos percentuais.
Paes caiu:
79,2% → 3,7%
Uma queda de 75,5 pontos percentuais.

A comparação mostra como o resultado das urnas mudou a percepção de quem negociava contratos sobre o vencedor da eleição.
Isso não permite afirmar que todas as negociações ocorreram exclusivamente por causa do resultado do primeiro turno, mas mostra que o mercado passou a avaliar o cenário de forma completamente diferente depois da votação.
POLYMARKET NÃO É PESQUISA ELEITORAL
Apesar do tamanho da virada, existe uma diferença importante.
Os números da Polymarket não são pesquisa de intenção de voto.
Eles representam a probabilidade implícita nos preços de contratos comprados e vendidos pelos participantes da plataforma.
Por isso, 94,8% na Polymarket não significa que Douglas tenha 94,8% dos votos.
Da mesma forma, os 49,27% registrados nas urnas representam votos efetivamente computados no primeiro turno e não podem ser comparados diretamente com as probabilidades do mercado.
DISPUTA AINDA DEPENDE DO DESFECHO OFICIAL
O contrato da Polymarket se refere ao vencedor final da eleição para governador do Rio de Janeiro, e não apenas ao candidato que terminou o primeiro turno na frente.
Além disso, a situação jurídica envolvendo os votos de Anthony Garotinho continua sendo um elemento relevante para a totalização da eleição.
Enquanto isso, o cenário oficial segue sujeito às decisões da Justiça Eleitoral.
AGORA O OLHO VAI PARA O DATAFOLHA
A próxima fotografia importante da disputa será a primeira pesquisa Datafolha realizada depois das urnas.
O levantamento permitirá comparar:
o que os mercados e pesquisas apontavam antes da eleição, o resultado efetivamente registrado nas urnas e como o eleitorado responde depois do primeiro turno.
Até aqui, o movimento é claro:
antes das urnas, Paes era o queridinho das apostas.
Nas urnas, Douglas terminou na frente.
Depois, Douglas tomou conta da Polymarket.
BelfordRoxo24h — Aqui a informação nunca para.






