
Operação Caixa-Preta, da Polícia Civil, investiga esquema de comercialização de dados pessoais, cartões clonados e ferramentas utilizadas em fraudes virtuais; um dos principais alvos foi localizado na Baixada Fluminense
Seus dados pessoais podem acabar nas mãos de criminosos e serem utilizados para aplicar golpes. Esse é um dos principais alertas levantados pela Operação Caixa-Preta, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga um esquema de comercialização de informações pessoais, cartões bancários clonados e ferramentas utilizadas em fraudes virtuais.
Um dos principais investigados foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Durante a ação, agentes apreenderam oito celulares, um notebook, cartões bancários e chips de telefonia, materiais que serão analisados para aprofundar as investigações.
Operação Caixa-Preta chega a Nova Iguaçu
A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e busca identificar a estrutura utilizada para comercializar ilegalmente informações e ferramentas destinadas à prática de crimes no ambiente digital.
Segundo as informações divulgadas sobre a operação, o trabalho de inteligência identificou plataformas que estariam sendo utilizadas para oferecer produtos e serviços relacionados a fraudes virtuais.
O que foi apreendido pela Polícia Civil
Durante o cumprimento das medidas em Nova Iguaçu, os agentes apreenderam:
- 8 celulares;
- 1 notebook;
- cartões bancários;
- chips de telefonia.
O material deverá passar por análise técnica e poderá ajudar os investigadores a descobrir a dimensão do esquema, identificar possíveis conexões e chegar a outras pessoas eventualmente envolvidas.
As plataformas investigadas estariam oferecendo dados pessoais, cartões clonados e ferramentas que poderiam ser utilizadas para a prática de fraudes pela internet.
Rastreamento digital e financeiro levou aos investigados
A apuração envolve técnicas de rastreamento digital e financeiro, permitindo que os investigadores acompanhem vestígios deixados pelas atividades realizadas no ambiente virtual.
A análise de dispositivos eletrônicos, movimentações financeiras e outros elementos digitais pode ajudar a reconstruir a atuação dos envolvidos e identificar o caminho percorrido pelos recursos relacionados ao esquema investigado.
O caso também reforça uma realidade das investigações modernas: crimes praticados pela internet deixam rastros digitais e financeiros que podem levar aos responsáveis.
Seus dados podem estar sendo usados em golpes?
A Operação Caixa-Preta acende um alerta para milhões de pessoas que utilizam bancos, aplicativos, redes sociais, lojas virtuais e outros serviços digitais diariamente.
Dados obtidos ilegalmente podem ser comercializados e posteriormente utilizados para tentar aplicar diferentes modalidades de golpes.
Por isso, é importante ficar atento a movimentações bancárias desconhecidas, tentativas de acesso às contas, mensagens suspeitas e solicitações de senhas, códigos de segurança ou informações financeiras.
Também é recomendado desconfiar de contatos que tentem criar uma falsa sensação de urgência para convencer a vítima a fornecer informações ou realizar transferências.
Investigação continua
A análise dos equipamentos apreendidos poderá revelar novos elementos sobre a estrutura investigada e ajudar a Polícia Civil a identificar possíveis outros envolvidos.
As investigações da Operação Caixa-Preta continuam.
Polícia Civil explica como funcionava o esquema; assista
Quer entender como a investigação chegou aos envolvidos e o que foi descoberto pela polícia?
O Nova Iguaçu na Linha publicou o vídeo da Polícia Civil explicando os detalhes da Operação Caixa-Preta, a investigação e os materiais encontrados durante a ação.
▶️ Clique aqui e assista ao vídeo completo da Polícia Civil:
LINK DO VÍDEO AQUI
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