
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, anunciou nesta quinta-feira (18) o rompimento do contato com a alta representante da União Europeia (UE) para as Relações Exteriores e a Política de Segurança, Kaja Kallas, depois que uma reportagem apontou que ela teria comparado o tratamento israelense a palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ao apartheid na África do Sul, encerrado nos anos 1990.
A informação foi veiculada na semana passada pelo site Euractiv, que relatou que os comentários teriam sido feitos pela chefe da diplomacia do bloco durante viagem ao México em maio.
“Até o momento, ela não emitiu nenhuma negação, esclarecimento ou resposta a respeito dessa grave declaração. Portanto, como ministro das Relações Exteriores do Estado de Israel, não tenho outra escolha senão romper todo o contato com a sra. Kallas até que ela se retrate da calúnia de sangue que dirigiu ao único Estado judeu do mundo, que é também a única democracia no Oriente Médio. E é isso que estou fazendo”, escreveu Sa’ar no X.
Na mesma rede social, Kallas respondeu ao chanceler israelense e disse que “a UE está sempre empenhada em manter uma relação construtiva com Israel”.
“Para alcançar a paz no Oriente Médio, a solução de dois Estados continua sendo o único caminho viável. A UE condenou os assentamentos israelenses ilegais na Cisjordânia, que dificultam cada vez mais a conquista desse objetivo. Essa é a posição da UE”, escreveu a diplomata.
Em seguida, Sa’ar postou outra mensagem, afirmando que Kallas não negou nem admitiu que fez a comparação com o apartheid.
“A questão é simples: se você de fato fez essas declarações vis e difamatórias, assuma a sua posição. Se você não as fez, negue. Até que essa questão seja esclarecida, minha decisão permanecerá inalterada”, escreveu o chanceler israelense.
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