
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta quinta-feira (18) versão impressa da pesquisa Censo Demográfico 2022: Etnias e línguas indígenas. Os dados do levantamento foram veiculados anteriormente somente na internet, em 2025. O estudo é um retrato dos povos indígenas do país, na ótica do Censo Demográfico 2022.
No estudo, o IBGE comprova informações já veiculadas sobre o tema, de que em todas as Unidades da Federação, com exceção do Amapá, ocorreu aumento do total de etnias indígenas. Amazonas, Bahia e Goiás apresentam as maiores ampliações, em termos absolutos; já os Estados com maior aumento percentual foram Mato Grosso do Sul, Roraima e Tocantins, relembrou o instituto.
Também na publicação é possível acessar detalhes sobre línguas indígenas faladas no Brasil. Nas Terras Indígenas, foram declaradas 249 línguas faladas em 2022. Esse quantitativo superou o recenseado no Censo de 2010 ( 214 línguas), lembrou o instituto.
No Censo 2022, os pesquisadores do IBGE mapearam que as quatro línguas com maior número de falantes no país são: Tikúna (51.978 falantes); Guarani Kaiowá (38.658 falantes); Guajajara (29.212 falantes); e Kaingang (27.482 falantes). Informações sobre esse tema também constam na publicação.
O instituto lembra, em comunicado, que no Censo Demográfico 2022, 474.856 (ou 29,19%) pessoas indígenas com 2 anos ou mais falavam ou utilizavam línguas indígenas no domicílio. Desse total, 372.001 falantes estavam localizados em Terras Indígenas. Isso corresponde a 78,34% do total de indígenas falantes de línguas indígenas e a 63,35% da população indígena com 2 anos ou mais de idade em Terras Indígenas.
Todas as estatísticas, na publicação, estão disponíveis nos recortes: Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação, Municípios, Amazônia Legal, Amazônia Legal por Unidades da Federação, Terras Indígenas, Terras Indígenas por Unidades da Federação e Coordenações Regionais da Funai, informou ainda o IBGE.
O recenseamento dos povos indígenas, na ótica do Censo 202, foi realizado pelo IBGE com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Fundo de População das Nações Unidas (United Nations Population Fund – UNFPA); Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério da Defesa, Força Aérea Brasileira (FAB) e das lideranças e organizações representativas dos povos indígenas, lembrou o instituto.
Os resultados completos podem ser acessados no site do IBGE. A versão impressa pode ser comprada na loja virtual do instituto, disponível no site.
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