
A fabricante chinesa de drones DJI disse a parlamentares dos Estados Unidos nesta quinta-feira (28) que uma revisão independente concluiu que seus drones não representam riscos de segurança, ao mesmo tempo em que pediu a Washington que suspenda a proibição sobre seus produtos mais recentes.
A DJI, a maior fabricante de drones do mundo, entrou com uma ação judicial em fevereiro contestando uma decisão da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês), tomada em dezembro, de barrar a importação de seus novos modelos e componentes-chave.
Em uma carta vista pela Reuters, a DJI afirmou ter contratado uma empresa de cibersegurança sediada nos Estados Unidos, que concluiu não haver “nenhuma evidência de transmissão de dados para fora dos Estados Unidos”.
A DJI vende mais da metade de todos os drones comerciais dos EUA.
A revisão não encontrou “portas dos fundos ou mecanismos não autorizados de acesso remoto” nem “emissões inexplicáveis de radiofrequência”. O estudo identificou diversos problemas de risco baixo e muito baixo, mas nenhum deles representava ameaça real à operação segura ou exposição ampla de dados, disse a DJI, acrescentando que medidas de mitigação estão em andamento.
Muitos parlamentares americanos argumentam que drones chineses representam riscos à segurança nacional.
A decisão da FCC significa que a DJI, a Autel Robotics e outras empresas chinesas de drones não podem obter aprovação para vender novos modelos de drones ou componentes-chave nos EUA, embora produtos já existentes ainda possam ser comercializados.
A carta da DJI afirmou que “empresas americanas, forças de segurança, agricultores, entusiastas e inúmeros outros estão sendo solicitados a abrir mão de um produto que repetidamente demonstrou ser seguro”.
A medida da FCC marcou uma nova escalada nos esforços de Washington para restringir drones fabricados na China. Embora a ordem de dezembro tenha barrado importações de novos modelos estrangeiros de drones e componentes-chave, alguns drones não chineses desde então receberam aprovação.
Em setembro, um juiz rejeitou o pedido da DJI para ser removida de uma lista do Departamento de Defesa dos EUA de empresas supostamente ligadas às Forças Armadas chinesas.
A FCC trabalha para impulsionar o setor de fabricação de drones nos Estados Unidos e possivelmente destinar mais espectro para operadores de drones.
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