
O banco Safra, credor da Braskem, recorreu à Justiça paulista pedindo a suspensão da venda da petroquímica à IG4 Capital, segundo fontes que acompanham o processo. A informação foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo. O recurso do Safra teria sido apresentado na quarta-feira (1º), na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).
Na semana passada, a Braskem obteve, na 2ª Vara da mesma comarca, uma tutela cautelar de urgência que suspendeu por 60 dias execuções contra a companhia, que busca um acordo com credores financeiros para reestruturar suas dívidas dentro de um processo de recuperação extrajudicial.
O Safra, segundo uma fonte, vinha ameaçando compensar R$ 200 milhões de cerca de R$ 500 milhões em dívidas da petroquímica junto à instituição financeira, movimento que fica impedido pela tutela cautelar.
O Valor apurou que o pedido do banco de suspensão da venda do controle da Braskem pela Novonor à IG4 surpreendeu as partes e foi considerado “desproporcional”, já que o Safra não está entre as instituições financeiras que tinham ações da Braskem em garantia a empréstimos e que foram transferidas ao fundo Shine, gerido pela IG4.
Alguns desses bancos, como Santander e Itaú, são credores tanto da Novonor quanto da Braskem.
Além disso, nas negociações em torno da reestruturação da dívida da Braskem, a maior resistência estaria sendo encontrada junto aos detentores de bônus (“bondholders”), e não com bancos que financiam principalmente o capital de giro da petroquímica.
Procurada, a IG4 não comentou. Novonor e Safra ainda não se manifestaram.
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