
O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), usou um vídeo em que se defende das acusações de envolvimento com o caso Master para defender o aumento do limite de garantia pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Uma proposta de mesmo teor apresentada por ele foi apelidada de “emenda Master” e buscava ampliar o limite de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. No vídeo, divulgado nesta terça-feira (12), Nogueira diz que reapresentará a proposta.
“Até hoje, ninguém veio a público explicar por que este valor não é corrigido há 13 anos, 13 longos anos, sendo que isso só beneficia quem? Os grandes bancos e a concentração bancária em nosso país. R$ 250 mil não é um valor pequeno, mas muitas pequenas empresas, muitas pessoas que têm poupança de uma vida inteira pode ser superior a isso”, argumenta.
Os R$ 250 mil foram fixados em 23 de maio de 2013, sendo que antes o teto era de R$ 70 mil. A correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) indica que, hoje, o valor equivalente seria R$ 514 mil.
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As investigações da operação Compliance Zero revelaram que a “emenda Master” teria sido redigida no próprio banco de Daniel Vorcaro e, em seguida, encaminhada em um envelope à casa do senador. Em troca, ele teria recebido benefícios como uma mesada de até R$ 500 mil, viagens com tudo pago e uso de imóveis de luxo de propriedade de Vorcaro.
O senador alega que todos os valores encontrados são regulares e compatíveis com as atividades das empresas de sua família. O parlamentar ainda expressa estranheza com a deflagração em pleno ano eleitoral e justamente contra um líder da oposição.
“O que causa escândalo em um banco não é o FGC, é a falta de fiscalização. […] Agora, não tem mais o Banco Master. Eu quero ver qual vai ser a desculpa que os grandes Bancos vão utilizar para negar esta proteção aos correntistas”, conclui.
Um dos alvos da discussão sobre o FGC é a utilização da cobertura como chamariz em anúncios convidando a investir nas instituições. O deputado federal Eduardo Velloso (Solidariedade-AC) apresentou um projeto de lei para tentar coibir a prática.
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