
A dinâmica dos mercados globais na manhã desta segunda-feira mostra um movimento tímido de dissociação dos ativos financeiros em relação aos preços do petróleo. Ainda que a commodity exiba alta de mais de 1% tanto em Londres quanto em Nova York, as bolsas globais seguem em alta firme, com os agentes à espera de balanços relevantes do setor de tecnologia, ao mesmo tempo em que o dólar se mantém em queda frente a moedas principais e de mercados emergentes. O único mercado que segue ligado ao petróleo é o de juros, com as taxas dos Treasuries em leve alta.
A volatilidade deve ser elevada nos mercados de juros globais ao longo da semana diante de reuniões de política monetária em diversos países. Brasil, Estados Unidos, Japão, zona do euro, Canadá e Reino Unido são alguns dos mercados que devem ter atualização nas taxas de juros na semana. Por aqui, o mercado dá como certa uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,50%, enquanto nos EUA a expectativa é de que o Federal Reserve (Fed) mantenha os juros parados no intervalo de 3,50% a 3,75%.
Nesse contexto, os preços do petróleo podem pressionar novamente os juros futuros após o alívio de sexta-feira. O Boletim Focus, contudo, pode ter uma dinâmica importante, ao mostrar o comportamento das expectativas de inflação de médio prazo, que têm direcionado movimentos na inflação implícita e, consequentemente, nas curvas de juros. O dia, porém, reserva poucos indicadores e eventos relevantes, o que deve levar o mercado a observar com atenção a dinâmica externa e o impasse em torno de uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã.
O cancelamento das conversas previstas para o fim de semana provoca uma alta leve nos preços do petróleo, que continuam a embutir um prêmio de risco devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. Há pouco, por volta de 7h50 (de Brasília), na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo tipo Brent para entrega em junho subia 1,32%, negociado a US$ 106,72. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI também para junho avançava 1,11%, a US$ 95,45 por barril.
Ainda assim, o dólar exibia leve queda frente a outras moedas fortes e de mercados emergentes, o que pode se refletir no comportamento do real, que tem sido bastante favorecido pelos fluxos globais neste ano. No horário acima, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de outras seis divisas principais, operava em queda de 0,23%, aos 98,308 pontos.
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