
O presidente nacional do PL afirmou que uma eventual derrota do partido na eleição presidencial de 2026 pode prolongar por mais uma década a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A sigla vai disputar o Palácio do Planalto em outubro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ungido pelo pai como candidato.
Valdemar tenta apagar o fogo do conflito interno entre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a quem ele vê como um “fenômeno” em Minas Gerais.
“Dia 19 estou indo para Miami para encontrar com o Eduardo. Conversar com cada um, para que a gente não tenha desentendimento. Para que a gente faça com que tudo corra bem. Porque, se nós não ganharmos eleição, o Bolsonaro vai ficar mais dez anos preso”, disse o dirigente em um evento nesta terça (7) em São Paulo.
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Por outro lado, Valdemar Costa Neto reconheceu que Bolsonaro perdeu a eleição de 2022 por falhas estratégicas e “teimosia” nas decisões tomadas à época. Entre os pontos citados, o dirigente citou a escolha do candidato a vice – o general Walter Braga Netto – e a condução durante a pandemia como fatores que, na avaliação dele, prejudicaram o desempenho eleitoral.
“O Bolsonaro tinha muitos militares no começo do governo e isso atrapalhou a vida dele. […] [Para 2026] eu sou a favor de ter uma mulher como vice. As mulheres têm crescido muito no Brasil e são muito melhores do que os homens em todos os aspectos”, afirmou indicando a necessidade de ajustes para o futuro.
Por outro lado, nas alianças para a eleição, o presidente do PL admitiu que o partido deverá rever antigas divergências para ampliar sua base eleitoral principalmente no Nordeste, reduto eleitoral do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que tentará a reeleição. O desempenho do PL na região foi descrito por ele como um “desastre”.
Entre os estados estratégicos, Valdemar citou o Ceará como prioridade e apontou um possível aliado como peça-chave. Segundo ele, “só tem um cidadão que pode ganhar do PT no Ceará: é o senhor Ciro Gomes”.
“Temos que abrir mão disso [processos judiciais], deixar para lá esses desentendimentos”, disse.
Já em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, Valdemar sinalizou confiança no desempenho eleitoral de Nikolas Ferreira, inclusive barrando a entrada de outros políticos interessados em se beneficiar da projeção do parlamentar.
“Tivemos que falar não para oito deputados de mandato. Porque todo mundo quer vir para o partido, a votação do Nikolas vai ser muito alta”, completou.
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