
Levantamento baseado em dados das urnas do TSE aponta que 6,7% dos eleitores brasileiros votaram sem validação da impressão digital no segundo turno de 2026. Rio de Janeiro registra mais de 750 mil casos.
Mais de 8,6 milhões de eleitores votaram sem reconhecimento da impressão digital no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado no último domingo (25). No estado do Rio de Janeiro, foram registrados 750.301 eleitores nessa condição, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Jornal Razão, com base em dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em todo o Brasil, foram contabilizados 8.632.488 eleitores que tiveram a votação liberada sem validação biométrica, representando aproximadamente 6,7% dos que compareceram às urnas.
O Rio de Janeiro aparece na terceira posição nacional em números absolutos, atrás de São Paulo, com 1.632.098 registros, e Minas Gerais, com 887.910.
Rio de Janeiro registra mais de 750 mil casos
No estado do Rio de Janeiro, os 750.301 eleitores que votaram sem reconhecimento da digital representam aproximadamente 7,45% dos 10.077.449 votantes no segundo turno.
O percentual fluminense ficou acima da média nacional de 6,7%, considerando os eleitores cuja impressão digital não foi reconhecida pelo sistema.
Os registros abrangem eleitores de diferentes municípios do estado. O levantamento apresentado não detalha quantos casos ocorreram individualmente em cidades como Rio de Janeiro, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São João de Meriti.
Como foi possível votar sem reconhecimento da digital?
De acordo com as regras estabelecidas pelo TSE, quando a impressão digital não é reconhecida, o sistema permite novas tentativas de identificação biométrica.
Se o reconhecimento não ocorrer após os procedimentos previstos, a mesa receptora realiza verificações adicionais, incluindo conferência documental e confirmação do ano de nascimento.
Após a identificação, o eleitor pode ser autorizado a votar mediante o procedimento alternativo, que inclui assinatura no caderno de votação e mecanismos de identificação do mesário responsável pela liberação.
A Justiça Eleitoral esclarece que a ausência de reconhecimento da digital não impede o exercício do voto e, isoladamente, não representa comprovação de irregularidade eleitoral.
Em 2022, número ultrapassou 10 milhões
O levantamento também apresenta uma comparação com as eleições presidenciais de 2022.
Naquele ano, mais de 10 milhões de eleitores votaram sem reconhecimento biométrico no segundo turno, número superior aos 8,6 milhões registrados em 2026.
A comparação indica uma redução nacional na quantidade de eleitores que precisaram utilizar o procedimento alternativo de identificação.
Os números apresentados se referem aos eleitores que possuíam biometria cadastrada, mas não tiveram a impressão digital reconhecida no momento da votação. Portanto, não incluem aqueles que ainda não realizaram o cadastramento biométrico.
Os dados públicos das urnas permitem acompanhar os registros de identificação e os procedimentos utilizados durante a votação, oferecendo informações para análises e fiscalização do processo eleitoral.
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