
Cosme de Oliveira Ramos, de 62 anos, trabalhava havia cerca de seis anos no local; policial se apresentou à Delegacia de Homicídios e teve prisão convertida em preventiva
Um policial militar foi preso após matar a tiros o porteiro Cosme de Oliveira Ramos, de 62 anos, quando a vítima chegava para trabalhar em um condomínio na Rua Gonçalves Gato, no bairro Vila Dagmar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
O crime aconteceu na manhã de sábado (15). O policial apontado como autor dos disparos se apresentou à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e foi autuado em flagrante por homicídio. No domingo (16), a prisão foi convertida em preventiva, mantendo o agente preso enquanto o caso é investigado.
A motivação do homicídio ainda não foi oficialmente esclarecida.
Porteiro foi baleado quando chegava para trabalhar
Cosme chegava ao condomínio para iniciar mais um dia de trabalho quando foi atingido pelos disparos.
Segundo relatos de testemunhas divulgados pela imprensa, o crime aconteceu por volta das 6h20. O policial militar morava em frente ao condomínio e, de acordo com o relato de uma moradora, teria descido de uma motocicleta e efetuado os disparos contra Cosme.
Testemunhas afirmaram que não houve discussão imediatamente antes dos tiros.
Equipes do 39º BPM (Belford Roxo) foram acionadas para uma ocorrência e encontraram Cosme atingido por disparos de arma de fogo.
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, responsável pela investigação.
PM deixou o local e depois se apresentou à polícia
Após os disparos, o policial deixou o local. Posteriormente, apresentou-se espontaneamente na DHBF e informou ser o autor dos tiros.
Segundo a Polícia Civil, o agente foi autuado em flagrante por homicídio.
No domingo (16), a prisão em flagrante foi convertida pela Justiça em prisão preventiva. Com a decisão, o policial permanece preso enquanto prosseguem as investigações.
As autoridades ainda trabalham para esclarecer o que teria motivado o crime.
Moradores relatam atritos anteriores
Um dos pontos que deverão ser esclarecidos pela investigação envolve relatos sobre possíveis desentendimentos anteriores.
Segundo moradores ouvidos pela imprensa, o policial morava em frente ao condomínio onde Cosme trabalhava e já teria se envolvido em atritos com outros porteiros.
Moradores também relataram que o PM afirmava estar sendo perseguido e reclamava que as câmeras de segurança do condomínio estariam monitorando seus movimentos.
Essas informações são relatos de moradores e testemunhas e, até o momento, não foram apresentadas oficialmente pela Polícia Civil como a motivação para o homicídio.
A DHBF deverá apurar se os episódios relatados possuem alguma relação com a morte do porteiro.
Cosme trabalhava havia seis anos no local
Cosme trabalhava havia aproximadamente seis anos para a empresa GA Service.
Após a morte, a empresa divulgou uma nota lamentando a perda do funcionário e destacou características como integridade, tranquilidade e respeito.
Moradores e amigos também prestaram homenagens ao porteiro. Nas redes sociais, Cosme foi lembrado como um profissional educado, atencioso e querido pelas pessoas que conviviam com ele.
Cosme deixa mulher, filho e uma neta de apenas nove meses.
O filho publicou uma homenagem nas redes sociais e descreveu o pai como um exemplo de pai, marido e avô. Também lembrou a relação de carinho que Cosme mantinha com a neta.
Moradores aplaudem homenagem a Cosme
A morte provocou forte comoção entre moradores do condomínio.
Em uma das homenagens, um veículo exibindo uma grande fotografia de Cosme percorreu o local enquanto moradores aplaudiam a passagem.
As manifestações demonstraram o vínculo construído pelo porteiro durante os anos em que trabalhou no condomínio.
O que já está confirmado
Até o momento, está confirmado que Cosme foi morto a tiros quando chegava para trabalhar, que um policial militar informou ser o autor dos disparos, apresentou-se espontaneamente à DHBF e foi preso em flagrante por homicídio.
Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em preventiva.
A motivação do crime permanece sob investigação.
Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão o que motivou os disparos, o que aconteceu nos momentos anteriores ao crime e se os relatos sobre atritos anteriores entre o policial e funcionários do condomínio possuem relação com o homicídio.
Imagens de câmeras de segurança existentes no condomínio e na região poderão auxiliar na reconstrução dos acontecimentos, caso tenham registrado fatos relacionados ao crime e sejam incorporadas à investigação.
Até o momento, não foram divulgados oficialmente todos os detalhes do depoimento prestado pelo policial.
O BelfordRoxo24h acompanha o caso e atualizará esta reportagem assim que novas informações forem divulgadas oficialmente pela Polícia Civil ou pela Justiça.
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