
Mais de 12 de países disseram nesta sexta-feira que estariam dispostos a participar de uma missão internacional para proteger o transporte marítimo no Estreito de Ormuz quando as condições permitirem. A afirmação foi feita pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, justamente quando o presidente dos EUA, Donald Trump, disse não precisar da ajuda de aliados.
Cerca de 50 países da Europa, Ásia e Oriente Médio participaram de uma videoconferência presidida por França e Reino Unido, que deu continuidade a um planejamento militar inicial e teve como objetivo enviar um sinal a Washington.
O Irã, que disse nesta sexta-feira estar pronto para reabrir o estreito, tem mantido a passagem amplamente fechada a navios que não sejam os seus desde o início dos ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o país, em 28 de fevereiro. Na segunda-feira, Washington impôs um bloqueio a navios que entram ou saem de portos iranianos.
Trump pediu que outros países ajudem a fazer cumprir o bloqueio e criticou aliados da Otan por não fazê-lo, mas, justamente quando as conversas em Paris foram concluídas, afirmou que havia dito à Otan para ficar de fora.
Reino Unido, França e outros países dizem que aderir ao bloqueio equivaleria a entrar na guerra, mas que estariam dispostos a ajudar a manter o estreito aberto quando houver um cessar-fogo duradouro ou o fim do conflito.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a reunião permitiu enviar uma mensagem unificada exigindo a reabertura imediata e incondicional do estreito — por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo — e a restauração da livre navegação.
“Todos nos opomos a qualquer restrição, a qualquer coisa que, na prática, represente uma tentativa de privatizar o estreito, e obviamente a qualquer sistema de pedágio”, disse Macron a jornalistas.
Ele afirmou que parte dos meios navais franceses atualmente mobilizados no Mediterrâneo oriental e no Mar Vermelho poderia ser utilizada na missão.
“Vamos avançar com isso em uma conferência de planejamento militar em Londres na próxima semana, quando anunciaremos mais detalhes sobre a composição da missão, e mais de 12 de países já se ofereceram para contribuir com recursos”, disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
A iniciativa em discussão não inclui, por enquanto, os Estados Unidos nem o Irã, embora diplomatas europeus digam que qualquer missão realista acabará precisando ser coordenada com ambos.
O premiê alemão, Friedrich Merz, afirmou que seu país está preparado para contribuir com a missão, acrescentando que a participação dos EUA também seria “desejável” e que ele não quer que a questão se torne um “teste de estresse” para as relações transatlânticas.
Vários diplomatas disseram que a missão pode nunca se concretizar caso a situação no Estreito de Ormuz volte ao normal.
Outros afirmaram que empresas de transporte marítimo e seguradoras podem solicitar esse tipo de presença durante uma fase de transição para fornecer maior segurança.
“Isso pode envolver compartilhamento de inteligência, capacidade de desminagem, escoltas militares, procedimentos de informação com países vizinhos e mais”, disse um alto funcionário francês.
“O objetivo é claro, e os recursos mobilizados dependerão naturalmente da situação.”
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