
A japonesa Fujifilm Holdings está considerando listar na bolsa de valores sua subsidiária de impressoras multifuncionais por meio de uma cisão parcial, anunciou a empresa na quinta-feira. O objetivo é redirecionar recursos para outras áreas de crescimento, visto que o mercado de equipamentos de escritório está encolhendo.
A empresa planeja reduzir sua participação na Fujifilm Business Innovation (BI) — uma subsidiária integral — para pouco menos de 20% e realizar a cisão da unidade nos próximos dois a três anos.
A Fujifilm BI, responsável pelo negócio de impressoras multifuncionais do grupo, foi a maior contribuinte para a receita corporativa, gerando 1,17 trilhão de ienes (US$ 7,4 bilhões) — ou 35% do total — no ano fiscal encerrado em março de 2026.
“Vamos dividir a empresa para criar capacidade de investimento em materiais para semicondutores e biotecnologia — áreas que exigem aportes para expansão —, a fim de aproveitar oportunidades de investimento”, afirmou o Diretor Financeiro (CFO), Masayuki Higuchi, durante a teleconferência de resultados na quinta-feira. A medida também permitirá uma tomada de decisão mais dinâmica para o negócio de impressoras multifuncionais.
A empresa planeja realocar recursos para focar em investimentos em materiais para semicondutores e em serviços de desenvolvimento e fabricação sob contrato (CDMO) no setor biofarmacêutico.
A Fujifilm avalia separar o negócio por meio de uma cisão parcial, o que envolveria a distribuição de ações da Fujifilm BI aos atuais acionistas da Fujifilm. Esse mecanismo permitirá que a separação ocorra praticamente sem incidência de impostos, desde que todos os requisitos sejam cumpridos.
A iniciativa também visa eliminar o chamado “desconto de conglomerado”, que mantém grandes empresas diversificadas subvalorizadas no mercado de ações. A marca Fujifilm continuaria sendo utilizada mesmo após a oferta pública inicial (IPO) do negócio.
A transição para um mundo com menos uso de papel provocou uma retração no mercado de impressoras multifuncionais corporativas. No ano passado, as remessas globais de copiadoras e impressoras multifuncionais totalizaram 3,16 milhões de unidades, segundo a Associação da Indústria de Máquinas de Negócios e Sistemas de Informação do Japão (JBMIA), uma queda de 35% em relação a 2018.
Outras empresas japonesas do setor também têm buscado reestruturação diante da contração do mercado. A Ricoh integrou algumas operações de desenvolvimento e produção com a Toshiba Tec e a Oki Electric Industry. Já a Fujifilm BI criou uma joint venture com a Konica Minolta para o fornecimento de componentes.
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