
Advogado Gabriel Miranda aponta divergência no endereço de registro do armamento e informa que a atualização cadastral já estava sendo providenciada.
A defesa do vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) confirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (22 de setembro), que todas as armas encontradas pela Polícia Federal na residência do parlamentar eram de propriedade dele e estavam legalizadas. A manifestação é assinada pelo advogado Gabriel Miranda.
O vereador foi preso em flagrante durante a sétima fase da Operação Unha e Carne, após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora em um endereço na Barra da Tijuca. O parlamentar e o armamento foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio.
Defesa confirma documentação das armas
Segundo a nota, a defesa acompanhou a diligência e confirmou que Jorge Canella, coronel da reserva da Polícia Militar, possuía a documentação do armamento encontrado.
“Todas as armas encontradas em sua residência eram de sua propriedade e estavam legalizadas”, reforça a manifestação da defesa.
De acordo com o advogado, o único questionamento que motivou o encaminhamento do vereador à PF foi uma divergência entre o endereço registrado para as armas e a residência atual do parlamentar.
A defesa explica que Jorge Canella havia se mudado recentemente com a família e que o procedimento administrativo para atualização do endereço já estava sendo adotado.
O que informou a Polícia Federal
Em comunicado oficial, a Polícia Federal informou que a operação cumpriu três mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a corporação, os dois fuzis e a submetralhadora foram encontrados em situação considerada em desacordo com a legislação, o que motivou a prisão em flagrante.
A PF informou que o investigado e as armas foram encaminhados à sua Superintendência Regional para a formalização do flagrante e os demais procedimentos. A corporação apontou que ele poderá responder por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. A defesa contesta a irregularidade do armamento e sustenta que o questionamento se limita à atualização do endereço.
Na manifestação, o advogado também ressaltou que Jorge Canella confia na Justiça e prestará os esclarecimentos necessários sobre o caso.
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