
Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima caiu no mar durante voo na Zona Sul do Rio. Clube São Conrado de Voo Livre afirma possuir imagens da pipa e classificou o episódio como “ato criminoso”.
Um coronel do Exército morreu após cair com um parapente no mar da Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na tarde desta sexta-feira (28). A vítima foi identificada como Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima, de 63 anos.
Segundo o Clube São Conrado de Voo Livre (CSCVL), uma linha de pipa com material cortante teria atingido o equipamento durante o voo, provocando a queda. A entidade classificou o episódio como um “ato criminoso”.
A informação sobre a linha é, neste momento, a versão apresentada pelo clube. As circunstâncias exatas da queda ainda dependem da apuração das autoridades.
Coronel foi retirado do mar
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas no início da tarde para atender à ocorrência na região de São Conrado, tradicional ponto de pouso de praticantes de parapente e asa-delta.
Após ser retirado do mar, Álvaro foi encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, em parada cardiorrespiratória.
A equipe médica realizou procedimentos de reanimação, mas o coronel não resistiu.
Uma segunda pessoa envolvida na ocorrência também recebeu atendimento e foi informada como estando em estado estável.
Clube afirma ter imagens da pipa
Um dos principais elementos que poderá ajudar a esclarecer o que aconteceu são os registros obtidos na região.
O Clube São Conrado de Voo Livre informou possuir imagens da pipa que estaria relacionada ao episódio. Também foram relatados registros de pipas na rota utilizada pelos praticantes de voo livre.
A entidade informou ainda que trabalha para retirar linhas encontradas na região e alertou para o risco que esse tipo de material representa para os pilotos.
Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias
As circunstâncias da morte deverão ser apuradas pela Polícia Civil.
Entre os pontos que precisam ser esclarecidos estão a origem da linha, de onde a pipa teria sido solta e se será possível identificar a pessoa responsável.
Até o momento, não há informação confirmada sobre a identificação de quem estaria utilizando a pipa.
Por isso, apesar de o clube classificar o episódio como criminoso, eventual responsabilização dependerá das provas reunidas e do resultado da investigação.
Clube presta homenagem a Álvaro
Em manifestação após a tragédia, o Clube São Conrado de Voo Livre afirmou que outros pilotos também teriam ficado expostos ao risco provocado pelas linhas na região.
A entidade declarou ainda que Álvaro teria “servido de escudo para salvar o próximo”. A declaração faz parte da versão apresentada pelo próprio clube sobre a dinâmica do acidente.
O CSCVL anunciou também que este sábado (29) será dedicado à memória de Álvaro, com voos em homenagem ao coronel.
Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima tinha uma trajetória ligada ao Exército Brasileiro. Registros públicos mostram que ele foi comandante do Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias, além de ter recebido reconhecimento ao longo da carreira militar.
O caso volta a chamar atenção para o perigo provocado pelo uso de cerol e outras linhas cortantes, principalmente em áreas próximas à circulação de pessoas, motociclistas e locais destinados à prática de voo livre.
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