
O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, acusou nesta quinta-feira (14) a relatora especial da ONU para a Palestina, Francesca Albanese, de usar seu cargo para promover uma campanha política contra Israel e os Estados Unidos. A declaração foi feita em publicação no X, em reação a uma decisão judicial americana que suspendeu as sanções impostas pelo governo do presidente Donald Trump contra ela.
“Nenhuma liminar mudará o simples fato de que Francesca Albanese está explorando sua posição na ONU para travar uma campanha de incitação política contra Israel e os EUA”, escreveu Danon.
Na mesma publicação, o embaixador afirmou que Albanese “promoveu a perseguição de soldados e civis israelenses e americanos em Haia”, espalhou “mentiras e calúnias de sangue” e deu “apoio consistente aos terroristas do Hamas, mesmo após o massacre de 7 de outubro”.
“Albanese deveria estar atrás das grades”, acrescentou o representante israelense.
A reação de Danon ocorreu depois que Albanese comemorou, também no X, a suspensão das sanções americanas contra ela.
“Urgente! Um tribunal dos EUA suspendeu as sanções americanas contra mim!”, escreveu a relatora. Na publicação, ela citou a decisão judicial: “Proteger a liberdade de expressão é sempre do interesse público”.
Albanese estava sujeita a uma proibição de entrada nos Estados Unidos e a um bloqueio financeiro total. Desde 2022, ela atua como relatora especial da ONU para a Palestina e tem adotado uma linha de forte acusação contra Israel.
Em relatórios e declarações públicas, Albanese já afirmou que Israel comete “genocídio” em Gaza. Em seu relatório “Anatomia de um Genocídio”, de março de 2024, ela sustentou haver “razões razoáveis” para acreditar que Israel praticou atos de “genocídio”, incluindo “mortes, danos graves e imposição de condições de vida calculadas para destruir os palestinos, em parte ou no todo”.
A relatora também acusa Israel de manter um “sistema de apartheid” e de atuar como um “regime colonial racista”. Segundo sua interpretação, o que chama de “ocupação israelense” e as ações em Gaza fariam parte de um projeto de deslocamento e substituição dos palestinos. Ela também acusa países e empresas de cumplicidade internacional, por meio de fornecimento de armas, apoio diplomático, relações comerciais e atividades econômicas ligadas a Israel.
As posições de Albanese já provocaram reação de governos europeus. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, já chegou a pedir publicamente sua demissão do cargo de relatora especial da ONU.
O pedido ocorreu após um discurso de Albanese em um fórum da emissora Al Jazeera no Catar, quando circulou um vídeo no qual ela teria chamado Israel de “inimigo comum da humanidade”. Albanese negou ter usado exatamente essa formulação e afirmou ser alvo de uma campanha de desinformação.
Além da França, Alemanha, Itália e outros países europeus também se somaram às críticas contra a relatora.
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