A China planeja aumentar suas reservas de petróleo, adicionando e expandindo bases de armazenamento nacionais, devido às incertezas sobre a segurança energética no contexto dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A meta está incluída no mais recente plano quinquenal do país, que abrange o período a partir de 2026, apresentado este mês ao Congresso Nacional do Povo, em Pequim. A nova meta de estocagem e outros detalhes não foram divulgados.
Os estoques de petróleo da China totalizavam mais de 1,2 bilhão de barris no início de janeiro, o equivalente a cerca de quatro meses de suprimento, segundo a empresa europeia de análise Kpler.
A China é a maior importadora mundial de petróleo bruto, com cerca de 70% do consumo interno dependendo de importações. O índice de autossuficiência energética do país gira em torno de 80%, mas as mudanças no cenário internacional exigem que Pequim esteja mais bem preparada para enfrentar os riscos.
O plano quinquenal compromete-se a garantir a autossuficiência na demanda básica, expandindo as reservas e impulsionando a produção a médio e longo prazo, incluindo a de gás natural.
A meta de produção de petróleo é de cerca de 200 milhões de toneladas anualmente, ou 4 milhões de barris por dia. A maior produção da China até o momento foi de 216 milhões de toneladas em 2025, portanto, a meta é manter esse nível.
O plano também prevê que o consumo doméstico de petróleo e carvão atinja seu pico até 2030, com o objetivo de reduzir o uso desses combustíveis fósseis à medida que a energia renovável ganha impulso.
O Irã praticamente fechou o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, aumentando as preocupações sobre a capacidade da China de obter petróleo bruto do Oriente Médio.
Metade das importações marítimas de petróleo bruto da China, em valor, passa pelo estreito. A China também enfrenta dificuldades para importar petróleo da Venezuela após um ataque dos Estados Unidos naquele país. Essas questões, combinadas com as tensões gerais entre Estados Unidos e China, criaram uma crescente necessidade de Pequim diversificar suas fontes de energia.
“Vamos nos concentrar no estabelecimento de novos sistemas de energia elétrica”, afirmou o primeiro-ministro, Li Qiang, em um relatório governamental divulgado na semana passada. O mais recente plano quinquenal visa dobrar a geração de energia a partir de fontes renováveis e nucleares na próxima década, em comparação com os níveis de 2025.
A geração de energia doméstica na China em 2025 totalizou cerca de 10 trilhões de quilowatts-hora, um aumento de 5% em relação ao ano anterior, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas.
A demanda por data centers para alimentar a inteligência artificial deve crescer. A geração de energia do país deve avançar aproximadamente 30% até 2030 em relação aos níveis de 2025 e cerca de 50% até 2035, de acordo com a gigante estatal de energia China Energy Investment.
Cerca de 60% da geração de energia na China é baseada em combustíveis fósseis, quase toda proveniente do carvão.
O plano quinquenal define a meta de atender à nova demanda com “energia limpa” para prevenir a poluição do ar e promover a descarbonização. Pequim incentivará a combinação de energia hidrelétrica, eólica e solar, aproveitando características geográficas como desertos.
No setor hidrelétrico, a China pretende elevar o número de usinas de bombeamento para expandir a capacidade em 150%, para 170 milhões de quilowatts. Pequim planeja dobrar a geração por meio de usinas eólicas em alto-mar até atingir 100 milhões de kW. Também deve ser dobrada a capacidade de geração de energia nuclear, para 110 milhões de kW.
📢 Belford Roxo 24h – Aqui a informação nunca para
📞 WhatsApp da Redação: (21) 97915-5787
🔗 Canal no WhatsApp: Entrar no canal
🌐 Mais notícias: belfordroxo24h.com








