
Após a forte aversão a risco que tomou conta dos mercados com a escalada do conflito no Oriente Médio, os ativos globais mostram sinais de acomodação na manhã desta terça-feira. O alívio foi impulsionado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a guerra com o Irã estaria “praticamente terminada” e de que poderia flexibilizar sanções relacionadas à commodity. Os futuros de Nova York avançam, enquanto os preços do petróleo — que chegaram a atingir US$ 119,50 na noite de domingo — recuam mais de 7% nesta manhã, sendo negociados perto de US$ 90.
Somam-se às falas de Trump relatos de que ministros das Finanças do G7 discutem a liberação de um volume recorde de reservas estratégicas de petróleo. Ainda assim, as incertezas sobre a retomada do fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz podem limitar a queda dos preços. Nesse sentido, a volatilidade tende a permanecer elevada nos mercados globais, especialmente após a escolha de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, para suceder o pai como líder supremo, um sinal de que a linha dura segue no comando do país.
Por volta das 8h, o petróleo Brent para entrega em maio caía 8,50% a US$ 90,55 por barril, enquanto o petróleo WTI para abril cedia 7,56% a US$ 87,49. No mesmo horário, o futuro do S&P 500 subia 0,18% e do Nasdaq tinha alta de 0,30%. Na Europa, o Stoxx 600 avançava 2,11%. Já o DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de países desenvovidos, cedia 0,08%, aos 98,65 pontos.
Nos mercados locais, a recuperação dos ativos nesta segunda-feira ocorreu rapidamente após as falas de Trump. O dólar e os juros futuros fecharam o dia em queda firme, enquanto o Ibovespa avançou. Ainda assim, o desempenho do real em meio à guerra tem chamado a atenção dos investidores, como aponta o blog Intraday, do Valor. O economista-chefe da Oriz Partners, Marcos Bredda de Marchi, avalia que a aversão ao risco poderia estar pressionando mais a moeda brasileira, mas a resposta do mercado de câmbio tem sido positiva.
“As moedas emergentes, em geral, não estão tão pressionadas quanto em outras ocasiões, mas o real tem se destacado”, diz o economista. “Por isso, em um cenário em que a guerra não se agrave, não vou nem dizer sobre ela terminar ou ser resolvida, mas que não escale, o real tende a se beneficiar”, afirma.
Em um dia de agenda mais esvaziada de indicadores, os agentes devem acompanhar um leilão de LFTs e NTN-Bs pelo Tesouro e um leilão de Treasuries com vencimento em três anos nos Estados Unidos. Entre os dados, o principal destaque são as vendas de moradias usadas nos EUA em fevereiro.
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