
A Justiça de Brasília determinou, em caráter liminar, o bloqueio e o arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) compradas por pessoas e grupos investigados pela Operação Compliance Zero, informou o BRB em fato relevante. O banco não informou o nome dos investigados.
A medida tem por objetivo possibilitar o eventual ressarcimento de prejuízos causados em razão de operações envolvendo o Banco Master e outras partes relacionadas.
A Vara Cível da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília acatou o pedido feito pelo próprio BRB, após receber o relatório preliminar de sindicância dos escritórios Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Romano Advogados, com assistência técnica da Kroll Brasil, contratados pelo banco.
As investigações continuam em curso, disse o BRB. O processo tramita em segredo de Justiça.
“No curso da investigação independente – ainda em curso, foi elaborado relatório de natureza preliminar, com escopo delimitado a aspectos específicos da investigação, no qual foram identificados elementos que demandavam análise pelas autoridades competentes, com vistas à avaliação de eventual existência de atos ilícitos”, diz o BRB.
A Polícia Federal também investiga outro possível crime de gestão fraudulenta no BRB, apurado na Operação Compliance Zero. O inquérito diz respeito à compra de ações do BRB por Daniel Vorcaro, Maurício Quadrado e João Carlos Mansur, da Reag, apurou o Valor.
No início de fevereiro, o BRB atualizou seu formulário de referência na CVM, alegando que a medida era consequência da investigação interna conduzida pelo escritório Machado Meyer e pela Kroll. O documento revela que Mansur era beneficiário de fundos e, por meio deles, assumiu 4,553% do BRB. Em janeiro, o Will Bank, do grupo Master, ficou inadimplente, levando a Mastercard a executar garantias e ficando com 6,92% do BRB. Com isso, ficou provado que o grupo de Vorcaro era cotista de fundos acionistas do banco. Apesar de o inquérito citar Quadrado, não está claro por meio de qual fundo ele teria participação no BRB. Procurado à época, Mansur não se manifestou. A defesa de Vorcaro disse que a participação no BRB era regular. Quadrado afirmou que sua participação no banco decorre da compra de recibos de subscrição no mercado secundário.
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