
A Simpar, controladora da Vamos, Movida, JSL e Automob, apresentou uma receita líquida de R$ 11,25 bilhões no segundo trimestre, representando uma melhora de 8,8% na comparação anual. Os dados são da prévia divulgada nesta segunda-feira (27).
O faturamento da companhia foi impulsionado, principalmente, pela receita de serviços, que atingiu o patamar recorde de R$ 9,39 bilhões no trimestre, alta de 13,2% em um ano. De acordo com a Simpar, o desempenho evidencia a “geração de valor de forma orgânica” e maturação dos contratos adicionados nos últimos 12 meses, com foco em projetos com precificação adequada (novos contratos) e recomposição do equilíbrio contratual dos projetos existentes.
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A receita de venda de ativos ficou em R$ 1,77 bilhão no trimestre encerrado em junho, queda de 12,8% ano a ano. Já a receita líquida de construção (infraestrutura) somou R$ 89 milhões, mais de cinco vezes superior aos R$ 15 milhões apresentados há um ano.
A alavancagem do Grupo Simpar, medida pela relação da dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) dos últimos 12 meses, ficou em 2,8 vezes, atingindo o menor patamar desde a abertura de capital em 2010. Segundo a Simpar, a desalavancagem é resultado de avanços em eficiência operacional; menor necessidade de investimentos; conclusão da venda da Ciclus Rio; conclusão dos aumentos de capital da Simpar, Movida e Vamos; e desconsolidação da Ciclus Amazônia e CS Porto Aratu decorrente dos processos de monetização.
A dívida líquida da Simpar Holding totalizou R$ 1,4 bilhão no final de junho, antes R$ 2,8 bilhões da dívida do fim de março, após incremento da estrutura de capital decorrente da monetização da Ciclus Rio, da conclusão do aumento de capital na Simpar e do exercício da opção de compra de ações da JSL pela BNDESPar.
No segundo trimestre, a Simpar recomprou no mercado secundário títulos de própria emissão, atingindo 25% do objetivo de reduzir em R$ 1,0 bilhão o seu endividamento bruto.
Adicionalmente, no âmbito do aumento de capital, a Simpar realizou a contratação de derivativos com liquidação exclusivamente financeira que produzem exposição à variação do preço das suas ações e das suas controladas. A operação tem como objetivo aumentar a exposição da Simpar de forma sintética, após o incremento na estrutura de capital das controladas e da companhia.
A contabilização da operação é pela marcação a mercado (MTM) do instrumento, reconhecida no resultado financeiro e sem impacto caixa até o seu vencimento em 06 de setembro 2027, podendo ser liquidado a qualquer momento, se for de interesse da companhia, ou ser prorrogado por mais 18 meses. No segundo trimestre de 2026, a operação gerou MTM negativo de R$ 231,8 milhões, ou R$ 153,0 milhões líquidos de imposto de renda.
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