
Ataque registrado no Jardim Catarina reforça investigação sobre quadrilhas que roubam pontos do tráfico. Casos anteriores levantaram suspeitas de envolvimento de policiais.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a atuação de grupos armados que invadem bocas de fumo para roubar drogas, armas e dinheiro em São Gonçalo, na Região Metropolitana. Os investigadores também apuram possíveis ligações desses criminosos com extorsões e homicídios registrados na região.
Um dos episódios mais recentes aconteceu em 26 de outubro de 2026, no bairro Jardim Catarina. Três homens armados invadiram um ponto de venda de drogas, renderam uma pessoa e recolheram materiais antes de fugir.


Nas imagens, dois criminosos aparecem vestidos de preto, com os rostos cobertos e armas em punho. Enquanto mantêm uma pessoa rendida no chão, o terceiro integrante, de camisa vermelha e rosto descoberto, recolhe objetos e os coloca em um saco preto.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, drogas, armas e dinheiro estavam entre os materiais roubados. Após a ação, os três fugiram em um veículo.
Investigação aponta suspeitas envolvendo policiais
O caso chamou a atenção pela semelhança com ataques investigados desde 2024 em São Gonçalo e Itaboraí.
Naquele período, uma investigação da Corregedoria da Polícia Militar apontou suspeitas sobre a atuação de um grupo conhecido como Bonde dos Fantasmas, formado, segundo documentos divulgados pela imprensa, por policiais militares, um ex-agente de segurança e civis.
A quadrilha era investigada por ataques a pontos de venda de drogas, roubo de armamentos e entorpecentes, além de possíveis envolvimentos em homicídios.
Entre os episódios analisados está uma ação registrada em setembro de 2024, na comunidade do Buraco Quente, em Tribobó, São Gonçalo, que levantou suspeitas de participação de agentes de segurança.
Apesar das semelhanças entre os crimes, ainda não há confirmação de que os responsáveis pelo assalto de outubro pertençam ao mesmo grupo investigado anteriormente.
Pontos menores do tráfico estão entre os alvos
Uma das características observadas pelos investigadores é a escolha de pontos menores de venda de drogas, conhecidos como esticas.
Esses locais estariam sendo atacados por quadrilhas interessadas principalmente em dinheiro, entorpecentes e armamentos.
Diante da sequência de roubos, informações divulgadas sobre a investigação indicam que traficantes da região estariam concentrando armas de maior poder de fogo em pontos mais internos das comunidades, tentando reduzir as perdas durante os ataques.
A Polícia Civil busca identificar os envolvidos e esclarecer se existe ligação entre os episódios recentes e os grupos investigados anteriormente.
Até a última atualização das informações consultadas, não havia confirmação pública sobre a identificação ou prisão dos três homens envolvidos no ataque registrado no Jardim Catarina.
O BelfordRoxo24h acompanha os desdobramentos do caso e poderá atualizar esta reportagem conforme novas informações forem confirmadas.




