
Rio terá 17 mil policiais militares neste domingo (4), delegacias reforçadas e monitoramento integrado. Saiba como denunciar suspeitas em qualquer município fluminense.
A Polícia Federal apreendeu R$ 27 milhões em dinheiro em espécie em operações de combate à compra de votos até a manhã deste sábado (3), segundo a CNN Brasil. O balanço reúne apreensões realizadas em todo o país durante o período eleitoral. A fiscalização continuará neste domingo, 4 de outubro, dia do primeiro turno das eleições de 2026.
No Rio de Janeiro, o esquema anunciado prevê 17 mil policiais militares, reforço nas delegacias e monitoramento integrado. Moradores de Belford Roxo e dos demais municípios podem comunicar suspeitas às autoridades, inclusive durante a votação.
Como será a fiscalização no Rio neste domingo
A Polícia Militar atuará no patrulhamento das ruas e dos locais de votação, na escolta das urnas eletrônicas e na segurança de instalações da Justiça Eleitoral. As delegacias da Polícia Civil terão equipes reforçadas. O atendimento regular pelo 190 será mantido.
A coordenação ficará no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, região central da capital. Representantes das forças estaduais e federais acompanharão as ocorrências em articulação com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). O monitoramento começou neste sábado e seguirá até a noite de domingo.
A estrutura reúne mais de 50 mil câmeras, incluindo equipamentos públicos e privados, câmeras corporais dos policiais e dispositivos instalados em viaturas. Parte possui reconhecimento facial e leitura de placas. Cada uma das 165 zonas eleitorais terá um oficial da PM em contato com o juiz responsável.
Na capital, as ocorrências eleitorais serão encaminhadas à Superintendência Regional da Polícia Federal, na Saúde. Na Baixada Fluminense e no interior, o atendimento inicial será feito nas delegacias da Polícia Civil, com exceções previstas para encaminhamento direto às unidades federais responsáveis.
Como denunciar em qualquer município do Rio de Janeiro
Quem presenciar uma situação que exige intervenção imediata pode ligar para o 190 e informar o endereço, o horário e uma descrição do que está acontecendo.
Suspeitas de compra de votos, coação e outros crimes eleitorais também podem ser comunicadas pelos canais da Polícia Federal e do Ministério Público do Rio de Janeiro. Para propaganda eleitoral irregular, o eleitor pode utilizar o aplicativo Pardal.

Canais oficiais:
- Polícia Federal — Comunica PF: https://www.gov.br/pf/pt-br/canais_atendimento/comunicacao-de-crimes
- Ministério Público do Rio — formulário eleitoral: https://www.mprj.mp.br/comunicacao/ouvidoria/eleicoes-2026
- TRE-RJ — aplicativo Pardal: https://www.tre-rj.jus.br/eleicoes/eleicoes-plebiscitos-e-referendos/eleicoes-2026/propaganda-eleitoral/pardal
No Comunica PF, selecione a opção “Comunicar Crime”. Na página eleitoral do MPRJ, selecione “Faça aqui a sua comunicação” e preencha o relato. O Pardal recebe denúncias sobre propaganda eleitoral irregular. A identidade do denunciante no aplicativo fica protegida por sigilo.
O que informar na denúncia
Para ajudar as autoridades, informe o município, bairro, rua, número e ponto de referência. Acrescente a data e o horário, explique o que foi oferecido ou exigido e identifique os envolvidos, caso saiba quem são.
Também podem ser enviados links, fotos, vídeos, mensagens, áudios e placas de veículos. Preserve os arquivos originais. Diferencie no relato o que você presenciou daquilo que recebeu de outras pessoas e evite confrontar os envolvidos para obter registros.
Os R$ 27 milhões e as apreensões divulgadas por estado
Segundo a CNN Brasil, o balanço citado neste sábado também registra cerca de 1.300 inquéritos e 52 pessoas conduzidas à Polícia Federal para prestar esclarecimentos.
Rio de Janeiro, Ceará e Maranhão aparecem entre os estados com maior incidência de suspeitas de crimes eleitorais. No recorte das apreensões em dinheiro, a reportagem destaca Tocantins, Roraima, Pará, Amazonas e Amapá.
A arte a seguir reúne valores divulgados em operações específicas e balanços locais de 12 estados. Como os registros têm datas e abrangências diferentes, eles não representam o total de cada estado nem fecham a divisão dos R$ 27 milhões do balanço nacional.

Entre os casos divulgados estão cerca de R$ 4 milhões em uma apreensão que originou a Operação Moriarty, em Roraima, e R$ 2,5 milhões recolhidos em Belém, no Pará, durante investigação sobre possível desvio de recursos públicos para campanha eleitoral.
A apreensão de dinheiro, isoladamente, não comprova compra de votos. As investigações precisam esclarecer a origem dos recursos, seu destino e a eventual finalidade eleitoral ilegal.
Operações sem quantia divulgada
Outras ações tiveram buscas, prisões, apreensão de documentos, recolhimento de bens ou bloqueios patrimoniais, mas os comunicados consultados não informam quantias em dinheiro ou avaliação dos bens. A ausência de valor na nota não significa que o estado teve apreensão zero.

Investigação em São João de Meriti
No Rio de Janeiro, a Operação Voto Migrante, deflagrada em 9 de setembro, apura possíveis fraudes na alteração de domicílios eleitorais em São João de Meriti.
Segundo a Polícia Federal, teriam sido utilizados documentos falsos para aumentar artificialmente a quantidade de votos e favorecer candidatos ou grupos políticos. Durante as buscas, foram apreendidos um celular e documentos. O comunicado não informa apreensão de dinheiro.
Valor investigado não é valor apreendido
No Ceará, a Operação Rastilho também apura a origem, a movimentação e a possível destinação de recursos superiores a R$ 9,8 milhões. Esse montante está sob investigação e não corresponde ao dinheiro efetivamente apreendido.
A Polícia Federal manterá o atendimento de ocorrências e as ações de investigação durante a votação de domingo, em articulação com a Justiça Eleitoral.
O balanço nacional de R$ 27 milhões se refere à manhã de sábado, 3 de outubro de 2026. Novas apreensões podem alterar os números.







