
Uma inundação catastrófica provocada pelo colapso de gelo e rochas de uma geleira no Himalaia deixou ao menos 273 mortos e mais de 1,3 mil pessoas desaparecidas na região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China.
A tragédia ocorreu na quarta-feira (26) e atingiu cidades e povoados, destruiu pontes e estradas e arrastou veículos e construções. Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros, incluindo turistas e peregrinos.
As operações de busca e resgate continuam nesta quinta-feira (27), e o número de vítimas ainda pode aumentar.
VÍDEO MOSTRA A FORÇA DA INUNDAÇÃO
O vídeo que acompanha esta matéria mostra a dimensão da tragédia. Ruas aparecem completamente tomadas pela lama, veículos ficam cercados por detritos e construções e pontes são atingidas pela força da correnteza.
As imagens abaixo mostram a força da enxurrada e o cenário de destruição deixado pelo desastre.
MAIS DE 1,3 MIL PESSOAS ESTÃO DESAPARECIDAS
No Nepal, autoridades contabilizam 826 desaparecidos. No Tibete, outras 558 pessoas ainda não haviam sido localizadas.
Entre os desaparecidos no Nepal estão 517 estrangeiros de mais de 30 países, segundo dados divulgados pelo Conselho de Turismo do país.
Muitos estavam na região a turismo ou seguiam em peregrinação em direção ao Monte Kailash, no Tibete, considerado sagrado por diferentes religiões asiáticas.
HÁ BRASILEIROS ENTRE AS VÍTIMAS?
Até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas, segundo o Ministério das Relações Exteriores.
As embaixadas brasileiras em Katmandu, no Nepal, e Pequim, na China, acompanham os desdobramentos da tragédia e podem prestar assistência consular em situações de emergência.
Como as buscas continuam, as informações sobre vítimas e desaparecidos ainda podem ser atualizadas.
O QUE PROVOCOU A TRAGÉDIA NO NEPAL E NO TIBETE?
As evidências apontam para o colapso de uma enorme massa de gelo e rochas no Himalaia.
O material despencou em direção ao vale e desencadeou uma poderosa corrente de água, lama, pedras e detritos.
Um sinal sísmico chegou inicialmente a ser interpretado como terremoto. Posteriormente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) concluiu que a energia detectada havia sido produzida pelo próprio colapso de gelo e rochas.
A dimensão do fenômeno foi extrema: o nível do rio Trishuli chegou a subir cerca de 9 metros em apenas 30 minutos, segundo especialistas.
PONTES E CERCA DE 40 KM DE ESTRADAS FORAM ATINGIDOS
Dezenas de pontes foram destruídas e aproximadamente 40 quilômetros de estradas foram danificados no Nepal, dificultando o acesso às localidades mais atingidas.
Casas, veículos e instalações de energia também foram destruídos ou cobertos pela lama.
Helicópteros estão sendo utilizados para chegar às áreas isoladas, retirar sobreviventes e transportar alimentos, medicamentos e outros suprimentos.
Mais de 5 mil integrantes das forças de segurança e equipes de resgate participam das operações no Nepal.
CENTENAS DE ESTRANGEIROS ESTÃO DESAPARECIDOS
Entre os estrangeiros ainda não localizados estão cidadãos da Índia, Estados Unidos, Malásia, Ucrânia, Austrália, Reino Unido, Canadá, Japão e diversos outros países.
A Índia concentra o maior número de estrangeiros desaparecidos no Nepal. Muitos eram peregrinos que seguiam em direção ao Monte Kailash.
A presença de turistas de dezenas de nacionalidades transformou a tragédia em uma operação internacional de localização e assistência às vítimas.
RISCO DE NOVOS DESLIZAMENTOS PREOCUPA
A emergência ainda não terminou.
Autoridades chinesas monitoram um lago formado pelo represamento natural da água por detritos na região de Gyirong. As chuvas aumentam a preocupação com novos deslizamentos e fluxos de lama.
Equipes permanecem em alerta enquanto as buscas avançam pelas regiões montanhosas.
NÚMERO DE MORTOS AINDA PODE AUMENTAR
Com mais de 1,3 mil pessoas desaparecidas, as autoridades admitem que o número de mortos pode aumentar conforme as equipes consigam acessar áreas isoladas.
O terreno montanhoso, as estradas destruídas e o grande volume de lama dificultam as operações.
O BelfordRoxo24h continuará acompanhando a tragédia e atualizará esta reportagem diante de novos balanços oficiais.
Fontes: Associated Press, Reuters, autoridades do Nepal, autoridades chinesas, USGS e Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
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