
Uma cena que até pouco tempo parecia coisa de filme chamou atenção no Rock in Rio 2026. O influenciador Lucas Rangel circulou pelo festival acompanhado de um robô humanoide, atraindo olhares, câmeras e a curiosidade do público.
A aparição aconteceu durante o primeiro dia do festival, na sexta-feira (4), no Rio de Janeiro. A presença do humanoide ao lado do influenciador também ganhou repercussão nas redes sociais.
Para quem assistiu a “Eu, Robô”, filme de ficção científica lançado em 2004 e estrelado por Will Smith, a cena desperta uma comparação inevitável: máquinas com aparência humana circulando naturalmente entre as pessoas.
A diferença é que, desta vez, não era cinema.
Cena lembra o futuro de “Eu, Robô”
No filme, a história se passa em 2035, em uma sociedade na qual robôs humanoides já fazem parte do cotidiano. Eles trabalham, circulam pelas ruas e convivem diretamente com os seres humanos.
Quando o longa chegou aos cinemas, há mais de duas décadas, aquele cenário parecia pertencer a um futuro distante.
Mas estamos em 2026 — nove anos antes do período retratado no filme — e já é possível encontrar um humanoide circulando no meio de milhares de pessoas em um dos maiores festivais de música do mundo.
E ele não passou despercebido.
Robô de Lucas Rangel custou cerca de R$ 230 mil
O humanoide adquirido por Lucas Rangel é da linha Unitree G1, desenvolvida pela fabricante chinesa Unitree Robotics.
A compra se tornou pública em agosto de 2025. Na ocasião, Lucas revelou ter desembolsado aproximadamente R$ 230 mil pelo equipamento. Portanto, quando apareceu com o humanoide no Rock in Rio 2026, o influenciador já estava com a máquina havia cerca de um ano.
O G1 representa uma nova geração de robôs humanoides capazes de caminhar, manter equilíbrio, realizar movimentos complexos e interagir com o ambiente.
A tecnologia ainda está distante da realidade apresentada em “Eu, Robô”, mas sua evolução mostra como máquinas com formato humano começam a deixar demonstrações restritas de tecnologia para aparecer diante do grande público.
Mas afinal: o robô pagou ingresso?
No meio da repercussão, surge uma pergunta curiosa:
se as pessoas precisam de ingresso para entrar no Rock in Rio, e o robô?
Até o momento, não há informação pública confirmando que o humanoide tenha utilizado ou precisado de um ingresso próprio.
Também não há confirmação pública detalhando qual autorização ou credenciamento permitiu a entrada do equipamento no festival.
Por isso, não é correto afirmar que o robô tenha “entrado de graça”. O fato confirmado é que o humanoide apareceu dentro do evento ao lado de Lucas Rangel.
E a pergunta permanece:
afinal, robô paga ingresso no Rock in Rio?
De 2035 no cinema para 2026 na vida real
Talvez seja justamente essa naturalidade que torne as imagens tão curiosas.
Em “Eu, Robô”, máquinas humanoides andando entre pessoas fazem parte de uma sociedade imaginada para 2035. No Rock in Rio 2026, ainda estamos muito longe daquele universo, mas uma pequena parte dessa imagem futurista já pode ser vista no mundo real.
Há 22 anos, o cinema mostrava robôs caminhando entre humanos como uma visão do futuro.
Agora, um deles foi parar no Rock in Rio.
E, no meio de tanta tecnologia, ficou uma pergunta bem humana:
será que ele pagou ingresso?
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