
A possível eleição indireta para governador do Rio de Janeiro ganhou novo capítulo e já movimenta o cenário político de 2026 após o PSD, partido do prefeito do Rio Eduardo Paes, acionar o STF para questionar regras da lei aprovada pela Alerj sobre uma eventual escolha de governador temporário no estado.
A ação foi protocolada após a publicação da nova legislação estadual, em meio ao avanço das articulações políticas para 2026.
O principal ponto contestado é a exigência de voto aberto e nominal entre os deputados estaduais. Hoje, pela regra aprovada no Rio, a votação seria nominal, com cada deputado tendo seu posicionamento registrado em plenário. O PSD pede que a votação seja secreta, defendendo que isso evita pressão política, exposição pública e interferências externas durante a escolha de um eventual governador temporário.
Na ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal, o partido argumenta que o formato aberto pode comprometer a liberdade de decisão dos deputados em uma disputa de forte peso político.
Outro ponto questionado é o prazo de apenas 24 horas para desincompatibilização, exigido para quem quiser disputar o cargo. Segundo o PSD, esse prazo é considerado curto e pode limitar candidaturas relevantes.
A lei questionada foi aprovada recentemente pela Alerj justamente para disciplinar uma eventual vacância dupla no Palácio Guanabara.
O debate ganhou força porque existe a possibilidade de o governador Cláudio Castro deixar o cargo para disputar o Senado em 2026. Como o estado já está sem vice-governador após a saída de Thiago Pampolha, a legislação prevê eleição indireta na Alerj caso os dois cargos fiquem vagos.
Nesse cenário, os deputados estaduais escolheriam quem comandaria o estado até o fim do mandato.
A discussão também gerou reação entre seguidores nas redes sociais. Um dos questionamentos foi direto: “Como vou saber quem votou em quem? Eu quero saber. Tenho esse direito.” Outro comentário chamou atenção para o cenário político: “Imagina Eduardo Paes como governador, será que tudo será decreto?”
A resposta depende da decisão do STF. Se a votação permanecer aberta, a população poderá acompanhar individualmente o voto de cada deputado. Mas se o Supremo aceitar o pedido do PSD e autorizar voto secreto, o resultado mostrará apenas o vencedor, sem revelar como cada parlamentar votou.
O nome de Eduardo Paes aparece naturalmente no debate porque ele é apontado como um dos principais pré-candidatos ao governo do Rio em 2026. Outro nome que já aparece no cenário político é o do secretário estadual das Cidades Douglas Ruas, deputado estadual licenciado pelo PL, também apontado como pré-candidato ao governo do estado.
Douglas Ruas atualmente ocupa a Secretaria estadual das Cidades e vem ampliando presença política no interior e na Região Metropolitana, sendo tratado por aliados do campo conservador como um nome em ascensão no tabuleiro estadual.
Mesmo assim, uma eventual eleição indireta seguirá regras próprias, com definição formal de candidaturas e votação restrita aos deputados estaduais. Qualquer governador escolhido continuará submetido às regras constitucionais, ao controle da Alerj, ao Judiciário e às limitações legais do cargo. Decretos podem ser utilizados em decisões administrativas, mas medidas estruturais dependem de tramitação legal e aprovação legislativa.
Na prática, esse é o principal ponto da controvérsia: de um lado, o argumento de transparência pública; do outro, a defesa de liberdade política dos parlamentares sem pressão externa.
Nos bastidores políticos do Rio, nomes como Eduardo Paes, Douglas Ruas e grupos ligados ao presidente Lula e ao ex-presidente Jair Bolsonaro já aparecem no radar das articulações, porque o governador tampão poderá influenciar diretamente alianças e estruturas políticas para a eleição de 2026.
A decisão do Supremo Tribunal Federal será decisiva para definir se a eleição seguirá com voto aberto ou voto secreto.
A decisão do STF poderá redefinir não apenas a transparência da votação, mas também o peso das articulações políticas que já começam a desenhar a disputa pelo comando do Rio de Janeiro em 2026.
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