
O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), disse a jornalistas neste domingo (2) que o cenário eleitoral em Minas Gerais vive uma mistura de polarização com oportunismo.
“É uma mistura da polarização com o oportunismo. A polarização levou ao retardamento das decisões e os oportunistas de plantão viram aí uma possibilidade de ressuscitar cadáveres como o de Eduardo Cunha”, disparou Simões. O ex-presidente da Câmara dos Deputados é candidato a deputado federal pelo Republicanos.
“Fico me perguntando por que as decisões sobre quem serão os candidatos não são tomadas em Minas Gerais, são tomadas lá em Brasília, em jantares esquisitos. Na nossa chapa são os políticos mineiros que decidem”, acrescentou Simões, fazendo referência a jantares que o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) teve em Brasília com dirigentes do PP, União Brasil e Republicanos para discutir a possibilidade de torná-lo candidato ao governo de Minas Gerais, uma vez que o senador Cleitinho (Republicanos) não havia decidido, até a quarta-feira passada, confirmar sua candidatura. Aro era pré-candidato ao Senado na chapa de Simões, mas desfez a aliança na sexta-feira (31/7).
O presidente do PSD em Minas Gerais, o deputado Cássio Soares, disse que Mateus Simões foi vítima do movimento feito por Aro para tentar ser candidato ao governo. “A gente lamenta muito, mesmo porque o outro candidato, não sei se será candidato, mas o Marcelo Aro, durante todo o tempo teve o apoio do PSD para sua pretensão de pré-candidatura a senador. E nós tínhamos, sempre, o Carlos Viana como nosso senador”, afirmou Soares.
Soares também disse que negocia com outras legendas para tentar ampliar o arco de alianças até o dia 5. E que Simões pode ter como candidato a vice o nome de outro partido. Em outubro de 2025, o PSD fez acordo com o Novo para que o Novo indicasse o nome para vice. O antigo partido de Simões sugeriu do seu quadro Fernanda Altoé e Tiago Mitraud como possíveis nomes para a vaga. “O [Romeu] Zema certamente vai opinar e vai estar sentado à mesa. Se algo mudar, deve ter a concordância dele”, observou Soares.
Sobre a situação política do senador Cleitinho, Simões disse que o senador foi traído e desrespeitado dentro do Republicanos. “O senador Cleitinho tem a minha solidariedade, porque ninguém merece ser traído dentro da sua própria agremiação como ele foi. O senador Cleitinho claramente foi traído pelo Republicanos, tratado com pouquíssimo respeito, considerando que ele é um senador eleito”, disse o pessedista.
Ele também criticou a candidatura do PT, que tem como candidato ao governo o deputado Patrus Ananias. O partido definiu a ex-prefeita Marília Campos como candidata ao Senado e ainda negocia alianças e nomes para vice-governador e senador. O partido chegou a avaliar uma composição com a federação PSDB-Cidadania, para ter Aécio Neves (PSDB) como segundo nome para concorrer ao Senado.
“A gente já tem condição de estar com a campanha pronta, enquanto os outros estão aí batendo cabeça pra saber quem são os candidatos. (…) Com reunião de inimigos históricos, inclusive. Se se juntam na última hora, não deve ser por boa coisa”, afirmou Simões.
O governador disse ainda que vai focar a campanha em mostrar o que foi feito durante sua gestão. “O nosso governo tem 55% de avaliação de bom e ótimo no Estado. Isso significa que a maioria absoluta dos mineiros aprovam o trabalho que eu e o governador Romeu Zema fazemos há 7 anos e meio”, acrescentou.
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