
Reportagem descreve fotos íntimas e registros de sexo explícito. A divulgação da existência do material não confirma que os arquivos tenham sido disponibilizados ao público.
ACOMPANHE NO INTERCEPTRIO
As informações verificadas sobre os arquivos de nudez, as mensagens e os desdobramentos do caso serão acompanhadas pelo @InterceptRio, sem publicação de imagens íntimas privadas.
CLIQUE AQUI PARA ACOMPANHAR A COBERTURA
A Polícia Federal identificou cerca de 5 mil itens classificados como “Score nudez” nos dados extraídos dos celulares de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, segundo reportagem publicada pela Revista Oeste neste domingo, 20 de setembro de 2026. A publicação cita apuração de O Globo e afirma ter confirmado no STF que o conjunto inclui fotografias íntimas e cenas de sexo explícito.
Mas, afinal, vazou?
As fontes consultadas não confirmam a divulgação pública desse conjunto de aproximadamente 5 mil itens. A notícia trata da identificação do conteúdo nos dados apreendidos, o que não equivale à disponibilização das imagens e dos vídeos na internet.
Também é necessário distinguir a quantidade de arquivos da quantidade de pessoas: 5 mil itens não significam, necessariamente, 5 mil vídeos, 5 mil participantes ou 5 mil situações diferentes.
Vídeos íntimos já eram mencionados em março
A existência de conteúdo sexual nos dados relacionados a Vorcaro já havia sido noticiada meses antes.
Em 19 de março de 2026, reportagem de Natália Portinari, no UOL, informou que a CPMI do INSS havia recebido aproximadamente 400 GB de dados do iCloud de Vorcaro, principalmente fotografias e vídeos. Segundo a publicação, o material incluía registros de mulheres em cenas de sexo explícito.
O senador Carlos Viana, então presidente da CPMI, havia comentado a existência de vídeos íntimos durante entrevista ao Roda Viva, em 16 de março. Ele mencionou a possibilidade de serem vídeos de garotas de programa contratadas para festas e afirmou que o conteúdo pessoal não era o objeto da investigação da comissão. A declaração foi repercutida pelo Estado de Minas no dia seguinte.
Naquele período, o ministro André Mendonça restringiu o acesso ao material. Segundo apuração do SBT News, a preocupação envolvia o risco de exposição de vídeos íntimos, e a PF faria a separação dos dados pessoais daqueles relacionados à investigação parlamentar.
Mulheres brasileiras e estrangeiras nas festas
Uma reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 8 de abril, identificou 20 mulheres que participaram de festas relacionadas a Vorcaro, a partir do cruzamento de entrevistas, publicações em redes sociais e documentos da PF.
Entre elas havia brasileiras e mulheres da Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela. Procuradas pela Folha, elas não comentaram os eventos nem a relação com o empresário.
A apuração descreveu viagens em primeira classe, deslocamentos em aeronaves particulares e hospedagens custeadas por Vorcaro. Entre os endereços mencionados estavam o hotel Rosewood, em São Paulo, e uma casa no Joá, no Rio de Janeiro, além de eventos em Trancoso, na Bahia.
A presença em festas, porém, não permite concluir que essas mulheres apareçam nos arquivos de nudez ou que tenham participado de atividades sexuais. A própria reportagem de abril registrava a ausência de confirmação sobre a conduta das participantes nos eventos.
Stheve Lopes aparece nas mensagens sobre a organização
Em 29 de agosto, outra reportagem da Folha descreveu a atuação do ex-modelo Stheve Lopes na organização dos encontros.
Segundo os documentos analisados pelo jornal, ele verificava a disponibilidade de mulheres, encaminhava perfis do Instagram e participava de providências relacionadas à hospedagem e ao aluguel de espaço para festas. As conversas indicavam pagamentos pelo trabalho de Lopes e às participantes.
Lopes apresentou sua versão à Folha: afirmou que prestou serviços profissionais de organização, promoção e produção de eventos pontuais. Disse não ter recebido comissão sobre valores destinados a terceiros e sustentou que comentários informais nas mensagens não demonstravam atividade irregular.
Na mesma reportagem, a defesa de Vorcaro afirmou que a contratação de pessoas para eventos promocionais era uma prática comum e regular.
Consentimento, exploração e perguntas ainda abertas
Na reportagem de março, fontes ouvidas pelo UOL disseram não estar esclarecido se havia consentimento para a gravação e o armazenamento de determinados vídeos. Essa falta de esclarecimento não comprova, por si só, que as gravações tenham sido feitas sem autorização.
Especialistas consultadas pelo veículo avaliaram que mensagens sobre pagamentos e viagens de estrangeiras poderiam justificar investigação sobre eventual tráfico de pessoas e exploração sexual. A avaliação foi apresentada como fundamento para apuração, não como comprovação desses crimes.
Procurada pelo UOL naquela ocasião, a defesa de Vorcaro afirmou que não comentaria conteúdos provenientes do que classificou como vazamentos ilegais de material sigiloso e declarou que a divulgação também era objeto de investigação.
Quem aparece nos cerca de 5 mil arquivos?
A reportagem publicada neste domingo não apresenta uma relação nominal das pessoas presentes nos arquivos classificados como nudez. Por isso, ela não oferece base para atribuir a políticos, ministros ou outros nomes participação nas cenas.
Ser citado em uma conversa, participar de um evento ou aparecer em uma fotografia comum não demonstra presença em vídeos sexuais. Essa associação exige evidência específica, e não apenas a existência de diferentes tipos de conteúdo no mesmo aparelho.
ACOMPANHE O BELFORDROXO24H
Aqui a informação nunca para.
Portal: https://belfordroxo24h.com
X: https://x.com/belfordroxo24h
Canal no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029Vaeuc09HQbRzJSttqN1V
Telegram: https://t.me/belfordroxo24hcanal








