
O ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, afirmou nesta segunda (2) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve formalizar nesta semana o envio de ajuda humanitária a Cuba, incluindo alimentos, insumos agrícolas e possivelmente medicamentos. A iniciativa ocorre em meio ao agravamento da situação no país caribenho, descrita por ele como “momento dramático no país”.
A nova ação reforça a aproximação entre Brasil e Cuba, que já vinham cooperando em iniciativas anteriores. Em 2023 e 2024, houve envio de alimentos por meio de parceria com os Emirados Árabes Unidos, dentro de acordos firmados durante a COP 28.
“Nessa semana, nós devemos assinar esses acordos para o envio desses recursos para a obtenção de insumos e também de alimentos”, afirmou o ministro em entrevista ao Poder360.
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Paulo Teixeira defendeu que a cooperação integra a estratégia brasileira de fortalecer a segurança alimentar na América Latina. A posição também é alinhada ao discurso político do governo, que tem reiterado apoio ao regime cubano em meio às dificuldades internas.
A ação será executada pela Agência Brasileira de Cooperação em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e também prevê atendimento ao Haiti.
Durante um evento do PT em Salvador, no mês passado, Lula declarou que o Brasil é “solidário ao povo cubano” e que o partido precisa encontrar “um jeito de ajudar” o país. A legenda já havia se manifestado oficialmente em janeiro contra ações dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump.
Cuba enfrenta uma crise marcada por escassez de energia, alimentos e medicamentos, agravada por restrições no fornecimento de petróleo. A interrupção de remessas e os embargos levaram a apagões frequentes, colapso logístico e dificuldades no sistema de saúde.
Além do Ministério do Desenvolvimento Agrário, participam da iniciativa áreas como saúde e assistência social. O governo brasileiro também avalia articular a operação com organismos internacionais para reduzir riscos de sanções e acelerar a entrega.
Entre as alternativas está o uso de estruturas da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo a FAO e a OPAS, que já atuam em Cuba. A definição do modelo final ainda está em aberto, mas a prioridade é garantir rapidez e eficiência no envio dos recursos.
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