
A criação do Conselho da Paz de Gaza — anunciada pelo presidente americano Donald Trump neste fim de semana — trouxe à tona um histórico de críticas agressivas de alguns dos líderes convidados em relação a Israel e ao primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu.
Termos como “genocídio” e comparações com a Alemanha de Hitler marcaram declarações de presidentes e chanceleres nos últimos anos, mesmo enquanto Jerusalém defendia seu direito à legítima defesa contra o Hamas.
A lista inclui de convidados para o conselho inclui lideranças que mantêm uma postura de condenação permanente às operações em Gaza. Como o presidente Lula, que já chegou a acusar Israel de usar a fome como arma de guerra.
Durante um discurso na Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025, o petista disse que “Nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza”.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, foi mais longe. Em setembro de 2024, ele afirmou que “ideologicamente, Benjamin Netanyahu é como um parente de Hitler”.
Segundo ele, o primeiro-ministro de Israel transformou sua política em “uma rede assassina construída sobre ideologia fascista”. Erdogan ainda disse que Neanyahu terá “o mesmo destino” de Adolf Hitler.
“Pura loucura”
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, também classificou as ações israelenses em Gaza como “genocídio”. Em setembro do ano passado, durante uma reunião da Organização para a Cooperação Islâmica, ele declarou que as operações são “pura loucura” e ocorrem “com uma impunidade sem precedentes”.
Em uma conferência de imprensa no Cairo, em agosto de 2025, o presidente egípcio Abdel Fattah el‑Sisi afirmou que o conflito havia se transformado em “uma guerra de fome e genocídio sistemático”. Ainda segundo ele, Israel conduz sua estratégia com o objetivo de “erradicar a causa palestina”.
Em setembro de 2024, durante a 79ª Assembleia Geral da ONU, o rei da Jordânia, Abdullah II, usou seu discurso para criticar “a escala sem precedentes de terror desencadeada por Israel em Gaza desde 7 de outubro de 2023”.
Ele ainda afirmou que o governo israelense matou “mais crianças, mais jornalistas, mais trabalhadores de ajuda humanitária e mais pessoal médico do que qualquer outra guerra na memória recente”.
“Ausência do Estado de direito”
Até o Catar, que desempenha um papel de mediador no conflito, elevou o tom em fóruns internacionais. Em setembro de 2024, o Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores do país, Ahmed bin Hassan Al Hammadi, afirmou: “O genocídio cometido contra o povo palestino na Faixa de Gaza é um exemplo claro da deterioração das relações internacionais e da ausência do Estado de direito”.
O governo israelense reagiu com ceticismo à formação do conselho. O gabinete de Netanyahu informou que o anúncio da composição do órgão executivo ocorreu sem coordenação com Israel e que a iniciativa contraria as políticas atuais do país.
O ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, deve tratar do tema diretamente com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para alinhar os pontos de conflito sobre a governança futura de Gaza.
📢 Belford Roxo 24h – Aqui a informação nunca para
📞 WhatsApp da Redação: (21) 97915-5787
🔗 Canal no WhatsApp: Entrar no canal
🌐 Mais notícias: belfordroxo24h.com



