
Operação Proxy, conduzida pela delegacia de Nilópolis, investiga grupo suspeito de utilizar falsos serviços bancários para aplicar fraudes financeiras.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta segunda-feira (26 de outubro), a Operação Proxy, contra um grupo suspeito de aplicar golpes financeiros utilizando indevidamente o nome e a identidade visual de uma instituição bancária.
A ação é conduzida pela 57ª DP (Nilópolis), na Baixada Fluminense. Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Irajá, na Zona Norte, e Campo Grande, na Zona Oeste da capital.
Como funcionava o golpe
Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam estabelecimentos comerciais identificados com a marca de um banco para transmitir credibilidade e atrair clientes, principalmente idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Durante o suposto atendimento, as vítimas eram convencidas a entregar seus celulares e permitir o acesso a informações pessoais e bancárias.
Com esses dados, os investigados realizavam empréstimos e transferências via Pix sem autorização dos titulares das contas.
De acordo com informações divulgadas sobre a operação, a identidade visual utilizada indevidamente era a do Banco BMG. Não há indicação de participação da instituição financeira no esquema investigado.


Polícia investiga organização do esquema
As investigações identificaram indícios de uma atuação coordenada entre os suspeitos, com divisão de tarefas para atrair vítimas, utilização de contas bancárias de terceiros e movimentação dos valores obtidos por meio das fraudes.
A Polícia Civil também identificou ocorrências atribuídas ao mesmo grupo na Zona Oeste do Rio, indicando que o esquema pode ter funcionado de maneira contínua.
Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos. A análise do material poderá ajudar a rastrear o destino do dinheiro, identificar possíveis beneficiários e localizar novas vítimas.
Os investigados são apurados por suspeita de estelionato e associação criminosa.
Até a última atualização das informações disponíveis, não havia confirmação oficial de prisões nem divulgação do número total de vítimas ou dos valores envolvidos.
Como evitar esse tipo de golpe
A Polícia Civil orienta os consumidores a não entregar celulares desbloqueados a terceiros e nunca compartilhar senhas bancárias ou códigos de autenticação.
Pessoas que identificarem empréstimos desconhecidos ou transferências via Pix não autorizadas devem procurar imediatamente suas instituições financeiras e registrar ocorrência policial.
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