
Felipe Pacheco Teixeira Mendes foi nomeado em maio para o gabinete do vereador Rafael Aloisio Freitas, do PSD. CNPJ com o mesmo nome aparece contratado pela campanha de Eduardo Paes em 2026.
Tem mais um nome para acompanhar nas contas da campanha de Eduardo Paes (PSD) ao Governo do Rio.
A campanha declarou R$ 10 mil em despesa contratada com o CNPJ 56.130.799/0001-95, registrado como 56.130.799 Felipe Pacheco Teixeira Mendes. O cadastro empresarial aponta atividade de prestação de serviços de informação.
O mesmo nome aparece na Câmara Municipal do Rio.
Em ato publicado em 5 de maio de 2026, Felipe Pacheco Teixeira Mendes foi nomeado para o cargo comissionado de Assessor D, DAS-7D, no Gabinete Parlamentar nº 34, do vereador Rafael Aloisio Freitas, com validade a partir de 1º de maio.
E tem mais um detalhe.
Rafael Aloisio Freitas é do PSD, o mesmo partido de Eduardo Paes. A Câmara registra o vereador no PSD desde janeiro de 2025, e Paes foi oficializado candidato do partido ao Governo do Rio em julho deste ano.
O cruzamento fica assim:
Felipe Pacheco Teixeira Mendes → assessor comissionado de vereador do PSD em 2026 → CNPJ empresarial com o mesmo nome → R$ 10 mil contratados pela campanha de Eduardo Paes, também do PSD.
FELIPE CONTINUA NO GABINETE?
A nomeação foi feita em maio.
Nas consultas feitas pelo BelfordRoxo24h, não foi localizado até agora um ato posterior de exoneração de Felipe.
A relação pública de servidores da Câmara consultada durante a apuração também o apresentava como Assessor D, DAS-7D, do Gabinete nº 34.
Por cautela, a reportagem não afirma que a situação funcional permaneceu inalterada até esta quinta-feira sem uma folha nominal atualizada até setembro.
Mas, até o momento, não apareceu exoneração posterior nas publicações pesquisadas.
E O SALÁRIO?
O cargo ocupado por Felipe é de Assessor D, DAS-7D.
A estrutura remuneratória da Câmara prevê valor próprio para o cargo, mas a reportagem ainda busca o contracheque individual mais recente para informar quanto ele efetivamente recebeu em 2026.
Isso é importante porque uma tabela de cargo não necessariamente corresponde ao valor líquido mensal recebido pelo servidor.
PODE TRABALHAR PARA CAMPANHA?
O simples fato de um assessor da Câmara prestar serviço para uma campanha não torna a contratação automaticamente ilegal.
A legislação eleitoral restringe o uso da máquina pública, de servidores e de recursos públicos em benefício de candidaturas. O ponto principal, neste caso, é saber quando e como o serviço de R$ 10 mil foi prestado.
A pergunta passa a ser:
o trabalho eleitoral foi executado com estrutura própria e fora das atividades do gabinete ou houve utilização de recursos públicos?
Até agora, não há documento que permita afirmar uso da estrutura da Câmara.
Por isso, o caso deve ser tratado como um cruzamento a ser esclarecido, e não como prova de irregularidade.
O QUE AINDA FALTA SABER
O próximo documento importante é o contrato ou comprovante da despesa eleitoral.
É ele que pode mostrar:
qual foi o serviço contratado, quando foi executado, por quanto tempo e em que condições.
A reportagem também busca confirmar se o CNPJ empresarial e o assessor da Câmara são efetivamente a mesma pessoa por um segundo identificador documental, além da coincidência integral do nome.
O BelfordRoxo24h seguirá acompanhando a prestação de contas de 2026.
O espaço está aberto para manifestação de Felipe Pacheco Teixeira Mendes, do vereador Rafael Aloisio Freitas e da campanha de Eduardo Paes.
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