
A Coreia do Sul lançará um fundo de semicondutores no valor de 5 trilhões de wons (US$ 3,52 bilhões) voltado para empresas promissoras de materiais, peças, equipamentos e “fabless” (sem fábricas próprias), afirmou um oficial presidencial, enquanto Seul busca acelerar os planos para novos polos de fabricação de chips em todo o país.
O governo também fornecerá mais 5 trilhões de wons em financiamento ao comércio para fornecedores, declarou o chefe de gabinete presidencial, Kang Hoon-sik, em uma entrevista coletiva após uma reunião presidida pelo presidente, Lee Jae Myung, nesta segunda-feira (10).
As medidas fazem parte da iniciativa de megaprograma de semicondutores de Lee, revelada em junho, sob a qual a Samsung Electronics e a SK Hynix, juntamente com fornecedores e governos locais, devem investir mais de US$ 576 bilhões em novos projetos de fabricação de chips, incluindo grandes instalações de fabricação (“fabs”) na região sudoeste do país.
“O governo criará um novo fundo de semicondutores no valor de cerca de 5 trilhões de wons focado em empresas promissoras de materiais, peças e equipamentos, além de companhias ‘fabless’”, disse Kang.
O governo também lançará um programa de 10 anos e 1 trilhão de wons para apoiar a cooperação entre grandes empresas e fornecedores menores em todo o ecossistema de desenvolvimento, testes e produção de semicondutores, afirmou Kang.
O governo buscará a aprovação de uma Lei de Zona Mega Especial no parlamento ainda este ano para agilizar licenças, análises ambientais e a construção de infraestrutura, acrescentou.
Em suas considerações iniciais antes da reunião de segunda-feira, que também contou com a presença de altos executivos da Samsung e da SK, Lee instou o Ministério da Defesa a realocar as funções de uma base aérea militar em Gwangju até meados de 2028, a fim de acelerar o desenvolvimento do complexo de fabricação de semicondutores planejado para o local.
O governo designou a área de 8,3 milhões de metros quadrados como um complexo industrial nacional candidato e planeja concluir a realocação e a dispersão temporária das instalações militares até o segundo semestre de 2028.
Kang afirmou que o governo garantirá que o fornecimento de energia e água esteja disponível dentro do cronograma para os novos projetos de semicondutores.
Para o complexo de chips planejado na região sudoeste de Gwangju-Jeolla do Sul, as autoridades planejam assegurar 650 mil toneladas de água diariamente até 2030, utilizando águas residuais recicladas e suprimentos de barragens próximas, disse ele.
Para o complexo de semicondutores de Yongin, principal projeto de fabricação de chips da Coreia do Sul ao sul de Seul, Kang afirmou que o governo planeja fornecer 14,7 gigawatts (GW) de eletricidade até 2041, empregando uma combinação de instalações de cogeração, geração a gás natural liquefeito (GNL) e energia proveniente de outras regiões.
Kang informou que megaprojetos avaliados em mais de 350 trilhões de wons em outras regiões do país têm início de construção ou expansão de instalações programado para este ano, enquanto outros 57 trilhões de wons em projetos de pesquisa e desenvolvimento também devem começar.
A administração de Lee transformou a expansão da capacidade de produção de semicondutores em um pilar central de sua estratégia industrial, argumentando que as bases de produção existentes ao redor de Yongin e Pyeongtaek não serão suficientes para atender à demanda impulsionada pela inteligência artificial.
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