
As Forças Armadas dos Estados Unidos concluíram, na noite de quinta-feira (16), a mais recente rodada de ataques contra o Irã, realizada por ordem do presidente Donald Trump. A ofensiva marcou a sexta noite consecutiva de bombardeios americanos.
“As forças americanas, incluindo caças, drones e navios de guerra, empregaram munições de precisão para atingir dezenas de alvos militares iranianos, entre eles instalações de vigilância costeira e de defesa aérea, infraestrutura logística militar e capacidades marítimas”, informou o Comando Central dos EUA (Centcom) em comunicado.
Os ataques atingiram a ilha de Qeshm e áreas próximas a Bandar Abbas, cidade que abriga o maior porto do Irã e importantes instalações da Marinha e da Guarda Revolucionária, às margens do Estreito de Ormuz.
Veículos da imprensa iraniana também informaram que os EUA atacaram três pontes e a estação ferroviária da cidade costeira de Bandar Khamir, além de lançarem um ataque com mísseis contra o aeroporto de Iranshahr, no sudeste do país. A Reuters não conseguiu verificar essas informações de forma independente.
Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra bases militares americanas em países vizinhos, incluindo uma base aérea recentemente ampliada na Jordânia. Segundo o Irã, essa instalação foi usada pelos EUA em um ataque a um hospital infantil especializado no tratamento de câncer na noite de quarta-feira.
Nesta semana, Trump voltou a ameaçar atingir instalações do setor de energia do Irã e afirmou que pontes do país também poderão ser alvo de ataques na próxima semana.
As Convenções de Genebra de 1949, que estabelecem normas humanitárias para conflitos armados, proíbem ataques a estruturas consideradas essenciais para a população civil.
Após ameaças semelhantes feitas por Trump anteriormente, especialistas em direito internacional nos Estados Unidos afirmaram, no início deste ano, que ataques desse tipo podem configurar crimes de guerra.
Trump também foi alvo de críticas em abril, após ameaçar destruir “toda a civilização” do Irã antes de um cessar-fogo com Teerã.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. Teerã respondeu com ofensivas contra Israel e países do Golfo que abrigam bases militares americanas.
Desde então, os ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã, assim como as operações israelenses no Líbano, deixaram milhares de mortos, provocaram o deslocamento de milhões de pessoas e elevaram os preços do petróleo, além de aumentar a volatilidade nos mercados financeiros globais.
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