
O juiz federal americano Darrin P. Gayles, de Miami, determinou nesta terça-feira (14) que o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, o empresário colombiano Alex Saab, outras cinco pessoas e o grupo criminoso Cartel de los Soles, do qual o chavista seria líder, devem pagar uma indenização de US$ 314 milhões a mais de dez cidadãos americanos que foram presos e torturados na Venezuela.
Segundo informações da agência EFE, os outros responsabilizados são os atuais ministros do Interior e da Justiça da Venezuela, Diosdado Cabello, e da Agricultura, Vladimir Padrino (ex-ministro da Defesa); Maikel José Moreno Pérez, ex-presidente do Tribunal Supremo de Justiça; Néstor Luis Reverol, ex-ministro da Justiça e ex-comandante-geral da Guarda Nacional Bolivariana (GNB); e Tarek William Saab, ex-procurador geral da Venezuela.
De acordo com a agência Associated Press, entre os autores do processo, estão Jerrel Kenemore, Jason Saad e Edgar Marval, libertados em 2023 após meses de detenção na Venezuela em uma troca de prisioneiros que envolveu Saab, apontado como testa de ferro de Maduro.
Após a captura do então ditador numa operação militar americana, Saab foi enviado de volta para os Estados Unidos este ano, para que responda a acusações de lavagem de dinheiro.
Os cidadãos americanos alegaram que foram submetidos a tortura física e psicológica, como choques elétricos, posições estressantes e espancamentos, durante o período em que ficaram presos na Venezuela.
A substituta de Maduro, a ditadora interina Delcy Rodríguez, também foi denunciada, mas não foi julgada porque seus advogados apresentaram defesa em abril solicitando a rejeição da queixa contra ela, argumentando que, como chefe de Estado reconhecida pelos Estados Unidos, ela tem imunidade contra ações civis no país.
No início de janeiro, os Estados Unidos realizaram uma operação militar em Caracas que resultou na captura de Maduro e da esposa dele, Cilia Flores, para que respondessem na Justiça federal americana a acusações relacionadas a narcoterrorismo.
Além disso, o ex-ditador é investigado na Flórida, por acusações de participação em um esquema de lavagem de dinheiro, e no final de junho foi alvo de uma denúncia no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Leste de Nova York, na qual as famílias de cinco homens venezuelanos assassinados acusam o chavista de ordenar as mortes.
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