
A inflação mensal na Argentina atingiu um patamar de 1,9% em junho, uma desaceleração em relação ao resultado de maio, que foi de 2,1%, informou o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nesta terça-feira (14). O índice de preços ao consumidor (IPC) no acumulado dos últimos 12 meses anotou 33,5%. Já no acumulado de 2026, o resultado foi de 16,8%.
O número veio abaixo da expectativa dos analistas, que, segundo a Pesquisa de Expectativas de Mercado (REM), elaborada pelo Banco Central da República Argentina (BCRA) e divulgada em 6 de julho, estimavam que a inflação mensal seria de 2,0% para junho.
Os setores que sofreram as maiores altas no mês foram recreação e cultura (4,2%), em consequência do aumento dos preços dos pacotes turísticos, seguida por habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (3,3%). Já as menores variações foram registradas nos setores de comunicações (0,9%) e vestuário e calçados (0,4%).
O resultado reforça o alívio para o governo do presidente Javier Milei, que registra o terceiro mês consecutivo de desaceleração da inflação. Desde que assumiu a Casa Rosada, no fim de 2023, o presidente implementou uma política econômica baseada em forte austeridade fiscal e cortes de gastos para conter a alta dos preços.
Depois de atingir 1,5% em maio de 2025, o índice mensal começou a acelerar de forma persistente no território argentino, algo que frustrou durante meses a estratégia do governo e dificultou a repetição do sucesso obtido em 2024 no combate à inflação.
O resultado positivo, além disso, vem em um momento de desgaste da imagem política de Milei, que foi amplamente criticado pelos argentinos pela maneira como conduziu o escândalo de corrupção envolvendo Manuel Adorni, seu ex-chefe de gabinete. Adorni é investigado por compras de imóveis e viagens de luxo consideradas incompatíveis com seu salário.
📢 Belford Roxo 24h – Aqui a informação nunca para
📞 WhatsApp da Redação: (21) 97915-5787
🔗 Canal no WhatsApp: Entrar no canal
🌐 Mais notícias: belfordroxo24h.com







