
O ex-prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, virou réu em um processo que apura um suposto esquema de fraude em licitação envolvendo contratos de combate à dengue no município. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Segundo Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), na quarta-feira, 29 de abril de 2026.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e envolve contratos firmados em 2018. Segundo os promotores, há indícios de que os processos licitatórios foram direcionados para favorecer uma empresa específica, comprometendo a concorrência pública em Belford Roxo.
Além de Waguinho, também se tornaram réus Cássio da Rocha Brum, Vander Louzada de Araújo, Vinícius Augusto da Costa, Edson Menezes da Silva e o empresário Ricardo Augusto Guimarães Rodrigues.
Licitações sob suspeita e possível atuação coordenada
De acordo com a investigação, os editais das licitações não teriam sido disponibilizados de forma adequada no portal oficial da prefeitura, dificultando a participação de outras empresas interessadas.
As contratações envolviam a aquisição de kits para agentes de endemias e a locação de veículos fumacê, utilizados no combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
O caso começou a ser apurado após comunicação do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), motivada por denúncia de uma empresa que alegou ter sido prejudicada.
Diante do número de envolvidos e da dinâmica apontada pelo Ministério Público, a investigação levanta a hipótese de uma possível formação de quadrilha, com atuação conjunta para direcionar contratos públicos. A definição jurídica, no entanto, ainda dependerá da análise da Justiça ao longo do processo.
Empresário teria admitido irregularidades
Segundo o MPRJ, o empresário responsável pela empresa beneficiada teria admitido irregularidades nos processos licitatórios após acordo com a Justiça.
Para os investigadores, há indícios de uma atuação organizada para frustrar a competitividade das licitações e garantir a contratação direcionada.
Prejuízo estimado e pedido de ressarcimento
O Ministério Público solicitou que, em caso de condenação, os réus sejam obrigados a ressarcir R$ 319,5 mil aos cofres públicos. O valor ainda será analisado pela Justiça durante o andamento da ação penal.
A aceitação da denúncia não representa condenação. Nesta fase, a Justiça apenas reconhece que existem indícios suficientes para o prosseguimento do processo, garantindo o direito de defesa aos envolvidos.
Até o momento, as defesas dos citados não se manifestaram ou não foram localizadas para comentar o caso.
Caso amplia pressão política e judicial
A nova ação se soma a outros processos envolvendo o ex-prefeito. No mesmo dia, a Justiça determinou o bloqueio de bens de Waguinho até o limite de R$ 428,9 milhões, em outra investigação.
Em março, outra decisão já havia determinado a indisponibilidade de R$ 60 milhões em bens relacionados ao regime previdenciário municipal.
O avanço das investigações reforça o cenário de pressão política e judicial envolvendo a gestão anterior de Belford Roxo, tema que segue em destaque nas notícias de Belford Roxo e no cenário estadual.
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