
A varejista japonesa de eletrônicos Nojima planeja adquirir a unidade de eletrodomésticos da Hitachi por um valor que deve ultrapassar 100 bilhões de ienes (US$ 630 milhões), segundo apurou o “Nikkei Asia”.
Em um acordo que deve ser anunciado em breve, a Nojima comprará pelo menos a maioria das ações da Hitachi Global Life Solutions, que administra os negócios de eletrodomésticos da Hitachi no Japão.
A aquisição — a maior da história da Nojima — visa impulsionar a capacidade de desenvolvimento de produtos da empresa e ajudá-la a evitar uma corrida desenfreada por preços baixos. No ano passado, a Nojima adquiriu a Vaio, antiga fabricante de computadores pessoais da Sony.
A Hitachi Global Life Solutions registrou receita de 367,6 bilhões de ienes no ano fiscal encerrado em março de 2025. Seus pontos fortes incluem máquinas de lavar e refrigeradores.
Outros potenciais compradores que demonstraram interesse na unidade da Hitachi incluem as sul-coreanas Samsung Electronics e LG Electronics, bem como a empresa de private equity americana KKR.
A Hitachi tem se desfeito de negócios nas áreas de logística, química e outras com pouca relevância para sua plataforma digital Lumada, que o grupo considera um pilar de crescimento. Em 2021, a Hitachi vendeu uma participação majoritária em seu negócio internacional de eletrodomésticos para a turca Arcelik.
Espera-se que o grupo japonês mantenha algumas ações na Hitachi Global Life Solutions.
O mercado varejista de eletrodomésticos do Japão atingiu a maturidade, com pouco ou nenhum crescimento por mais de uma década.
O Japão já foi uma potência em eletrodomésticos, mas rivais asiáticos assumiram a liderança desde a década de 2010. Em 2012, o grupo chinês Haier adquiriu as operações de eletrodomésticos da extinta Sanyo Electric, do Japão. Em 2016, o Grupo Midea da China comprou a divisão de eletrodomésticos da Toshiba, que enfrentava dificuldades, e a taiwanesa Foxconn adquiriu a Sharp no mesmo ano.
No fim de março deste ano, o Grupo Sony anunciou que transferiria uma participação de 51% em sua unidade de televisores, bem como em sua unidade de produção na Malásia, para a fabricante chinesa de televisores TCL Electronics.
A Panasonic e a Mitsubishi Electric estão entre os poucos fabricantes japoneses que ainda atuam no setor de eletrodomésticos.
No varejo, a guerra de preços no setor de eletrônicos de consumo no Japão se intensificou desde a década de 1990, exacerbada pelo crescimento das compras on-line.
A Nojima espera registrar 930 bilhões de ienes em vendas líquidas consolidadas para o ano fiscal encerrado em março. A empresa se destaca entre os varejistas de eletrônicos no Japão por manter suas próprias equipes de vendas em todas as lojas, em vez de utilizar representantes dos fabricantes.
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