
A Samsung Electronics anunciou que firmará contratos de longo prazo com seus clientes, à medida que os preços dos semicondutores de memória avançada para computação de inteligência artificial continuam a subir vertiginosamente.
O executivo-chefe (CEO) da Samsung, Jun Young-hyun, responsável pela divisão de chips da empresa, afirmou na quarta-feira que a companhia busca estender os contratos de fornecimento com seus clientes para um período entre três e cinco anos, em vez da atual base anual ou trimestral.
“Estamos trabalhando com nossos principais clientes para mudar esse cenário de transações para contratos de fornecimento com prazo fixo, de três a cinco anos”, disse Jun na assembleia anual de acionistas da empresa em Suwon, ao sul de Seul.
“Esperamos ser capazes de identificar flutuações no mercado com antecedência e, por estarmos cientes delas antecipadamente, poderemos ajustar nossa escala de investimentos de forma flexível.”
Os comentários de Jun surgem poucos dias depois de Chey Tae-won, presidente do Grupo SK, que controla a rival da Samsung, a SK Hynix, ter afirmado que a escassez global de chips de memória deverá durar até 2030.
O CEO não deu detalhes sobre os contratos, mas fontes familiarizadas com os termos disseram que os preços seriam fixos para contratos de longo prazo.
Analistas afirmam que, devido aos preços elevados atuais, a Samsung provavelmente conseguirá negociar preços fixos de longo prazo, oferecendo pequenos descontos em relação aos níveis atuais. Os preços médios dos contratos para chips de memória DRAM (memória de acesso aleatório dinâmica) convencionais e chips de memória HBM (memória de alta largura de banda) avançados aumentaram entre 50% e 55% no quarto trimestre em comparação com os três meses anteriores, segundo dados da TrendForce. A HBM é um componente essencial em chips de inteligência artificial.
“Para usar uma analogia, é exatamente como se o petróleo estivesse cotado a US$ 200 por barril e os países produtores dissessem: ‘Vamos manter o preço fixo por três anos'”, disse CW Chung, analista sênior da Nomura em Hong Kong, ao “Nikkei Asia”.
“Os clientes provavelmente não aceitariam. Mas, como a Samsung está em uma posição muito forte agora, se ela dissesse: ‘Seria aceitável reduzir o preço em apenas 5% ao longo de três anos?’ e eles concordassem com uma redução de 5% a cada ano durante três anos, a margem da Samsung ainda seria de 80%.”
Centenas de acionistas da Samsung compareceram à assembleia anual, onde muitos elogiaram a empresa por seu desempenho estelar e pela valorização das ações no último ano. As ações da Samsung mais que triplicaram, chegando a mais de 200 mil won nos últimos 12 meses, graças, em grande parte, à escassez de chips de memória impulsionada pela demanda por inteligência artificial.
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