
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o país está negociando com Cuba, completando que seus líderes devem concordar com um acordo e que isso poderia ser feito com facilidade, informou um funcionário da Casa Branca nesta sexta-feira (13), reiterando declarações anteriores do presidente americano após Havana confirmar que negociações estavam em andamento.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel disse anteriormente que seu governo havia iniciado conversas com Washington, enquanto um bloqueio de petróleo imposto por Trump aprofunda a crise econômica na nação comunista.
“Como o presidente afirmou, estamos conversando com Cuba, cujos líderes devem fazer um acordo, o qual ele acredita ‘seria muito facilmente alcançado’”, disse o funcionário da Casa Branca, sob condição de anonimato.
Díaz-Canel afirmou em vídeo transmitido pela televisão estatal que as negociações “têm como objetivo encontrar soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais que existem entre as duas nações.”
Desde que os EUA capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, retirando do poder o principal benfeitor estrangeiro de Cuba, Trump cortou os envios de petróleo venezuelano à ilha e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo a Cuba.
Na segunda-feira (9), Trump disse que Cuba poderia estar sujeita a uma “aquisição amigável”, acrescentando em seguida: “Pode não ser uma aquisição amigável.”
Os cidadãos da nação caribenha, exaustos por anos de crise econômica e escassez, agora vivem a maior parte do tempo sem eletricidade, com combustível estritamente racionado e falta de remédios.
“Cuba é uma nação em declínio, cujos governantes sofreram um grande revés com a perda de apoio da Venezuela e com o México deixando de enviar petróleo para eles”, disse o funcionário da Casa Branca.
Cuba afirmou ter interesse em conduzir as conversas “com base na igualdade e no respeito aos sistemas políticos de ambos os Estados, e à soberania e autodeterminação de nossos governos”, disse Díaz-Canel.
Mas ele deixou claro que o bloqueio de petróleo estava causando impactos significativos. Nenhum combustível entrou em Cuba nos últimos três meses, afirmou o presidente em coletiva à imprensa cubana, provocando queda nas reservas de diesel e óleo combustível, o que tornou a rede elétrica cada vez mais “instável”. Um apagão na semana passada deixou a maioria da população no escuro, e os cortes desde então chegaram a mais de 12 horas diárias em grande parte da capital.
Díaz-Canel destacou os esforços de Cuba para aumentar a independência energética da ilha durante as negociações com os EUA, afirmando que a produção de petróleo e gás doméstico aumentou até o momento este ano e que a geração de energia solar deve crescer 10% até o fim de março.
Segundo o presidente cubano, ele conduz as negociações pelo lado cubano junto com o ex-presidente Raul Castro e outros funcionários. Ele não mencionou quem participou pelos EUA, nem quando ou onde ocorreram os encontros. Trump afirmou que o secretário de Estado americano Marco Rubio estava envolvido.
As conversas estão em estágio inicial e Cuba demonstrou disposição para continuá-las, disse Díaz-Canel, acrescentando que um dos objetivos é verificar se há vontade de ambos os lados de chegar a um acordo.
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