
O Irã vive uma grave crise política após a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, em um ataque de forças dos EUA e Israel no último sábado. Enquanto o país enfrenta bombardeios e vácuo de poder, nomes influentes do regime tentam garantir a sobrevivência do sistema islâmico.
Quem é a figura mais poderosa no Irã atualmente?
Ali Larijani emergiu como o principal rosto do regime. Ele é o chefe do Conselho de Segurança Nacional e era o homem de confiança de Khamenei. Embora não seja um religioso (clérigo), o que o impede legalmente de ser o novo líder supremo, ele governa o país nos bastidores e adotou um tom agressivo contra o presidente americano Donald Trump, fechando portas para negociações imediatas.
Como funciona a estrutura de poder durante esta transição?
Com a morte do líder máximo, o comando temporário foi assumido por um triunvirato formado pelo atual presidente do Irã, o chefe do Judiciário e um jurista do Conselho dos Guardiães. Esse grupo deve gerenciar o país até que uma solução definitiva seja encontrada, mas o cenário é de incerteza devido à morte de quase 50 líderes militares e políticos em poucos dias.
Quais nomes são cotados para a sucessão definitiva?
Além de Larijani, outros nomes fortes circulam nos corredores de Teerã: Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i (chefe do Judiciário), Ali Asghar Hejazi (chefe de gabinete do antigo líder) e Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá. No entanto, Donald Trump já declarou que a escolha de Mojtaba seria inaceitável para os EUA por considerá-lo uma continuidade da política anterior.
Qual é a postura de Donald Trump sobre o futuro iraniano?
O presidente americano afirmou que deseja participar da escolha do novo líder do Irã, citando como exemplo a transição na Venezuela. Trump descartou nomes que mantenham a ideologia de Khamenei para evitar futuros conflitos e indicou preferir um candidato popular que more dentro do país, em vez de herdeiros no exílio, como o príncipe Reza Pahlavi.
O regime corre risco de colapso imediato?
Especialistas apontam que o sistema iraniano é resiliente e não depende apenas de um homem, sendo sustentado por instituições fortes e pela Guarda Revolucionária. Enquanto Trump incentiva revoltas populares, o regime tenta demonstrar força atacando minorias, como grupos curdos, para manter o controle interno em meio ao caos da guerra.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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