
O regime comunista da China tenta negociar com o Irã, em meio à guerra do regime islâmico contra Estados Unidos e Israel, para garantir a passagem segura de navios de petróleo e gás natural pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica que concentra cerca de um quinto do comércio global de energia. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com base em três fontes diplomáticas.
Segundo a informação, Pequim está em conversas com Teerã para assegurar que embarcações transportando petróleo bruto e gás natural liquefeito do Catar possam atravessar o estreito sem serem alvo das restrições impostas pelo regime iraniano. A guerra, que entrou no sexto dia, reduziu drasticamente o tráfego na região e elevou os preços internacionais do petróleo em mais de 15% desde o início dos confrontos.
De acordo com dados da consultoria Vortexa citados pela Reuters, o número de petroleiros que cruzaram o Estreito de Ormuz caiu para quatro embarcações um dia após o início da guerra, no sábado (28), ante uma média de 24 por dia desde janeiro. Cerca de 300 navios permanecem dentro da área do estreito, aguardando condições mais seguras para navegação.
A China, maior importadora de energia do mundo, depende fortemente do Oriente Médio para abastecer sua economia. Conforme análise citada pela CBS News, cerca de 70% do petróleo e gás consumidos pelo país são importados, e aproximadamente 45% do petróleo chinês passa pelo Estreito de Ormuz. Dados citados pela emissora indicam ainda que até 80% do petróleo exportado pelo Irã tem como destino o mercado chinês.
O regime iraniano anunciou que não permitirá a passagem de navios ligados aos Estados Unidos, Israel, países europeus ou seus aliados no Estreito de Ormuz, mas não mencionou embarcações chinesas.
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