
Ministros e deputados federais da base esquerdista do governo criticaram Nikolas Ferreira (PL-MG) e informam ter procurado a Justiça para processá-lo. O motivo é um vídeo em que ele comenta a mudança em regras de transações para instituições financeiras implantadas pela Receita Federal.
No vídeo, Nikolas afirma que a Instrução Normativa nº 2.278 poderia significar uma maior possibilidade de controle de transações por pix pelo governo. “Não é imposto, é monitoramento”, reforçou Nikolas.
O movimento contra o novo vídeo foi liderado por Érika Hilton (PSOL-SP), que acusou Nikolas de propagar “fake news” que, para ela, favorecem o crime organizado. “Estou denunciando o deputado Nikolas Ferreira ao Ministério Público Federal por, novamente, espalhar mentiras sobre o Pix para causar pânico, ao mesmo tempo que cria uma narrativa que beneficia o crime organizado”, escreveu no X.
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, também reforçou que o vídeo de Nikolas beneficia o crime ao divulgar informações que chamou de mentirosas. “Não existe, nunca existiu e não está sendo criada nenhuma tributação sobre o Pix. Isso é fake news do Nikolas”, declarou no X.
O vice-líder do governo na Câmara, Rogério Correia (PT-MG) ingressou na Advocacia-Geral da União contra Nikolas. “A quem interessa a propagação de fake news?”, questionou.
Além dos deputados, os próprios ministros Fernando Haddad e Guilherme Boulos repercutiram o assunto nesta semana. Em entrevista coletiva, Haddad afirmou que a ideia de taxar o pix era de Bolsonaro e que a direita “tentou jogar no colo” do atual governo. Boulos afirmou que Nikolas não teria criatividade ao reprisar o assunto do pix.
“Ele tinha botado lá atrás que o governo quer pegar o dinheiro do motoboy, da manicure. É mentira pura!”, disse em um vídeo no seu X.
Receita divulga nota
A Receita Federal emitiu nota oficial na quarta-feira, afirmando que não há possibilidade de tributar o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo.
A Receita afirmou ainda que a instrução normativa não teria como tema a taxação nem o monitoramento de transações financeiras. O órgão reiterou que a norma apenas estenderia a fintechs e instituições de pagamento obrigações de transparência que são aplicadas aos bancos tradicionais.
Nikolas cita desespero da esquerda
Nikolas Ferreira respondeu às ameaças de processo em um artigo nesta Gazeta do Povo.
“A verdade, ao contrário do que a esquerda imagina, não pode ser combatida, nem mesmo mobilizando toda a base contra mim. Querer me censurar apenas reitera o desespero de quem não refuta uma frase, não enfrenta um argumento e não corrige um dado. Me calar virou a única arma dos incapazes”, escreveu.
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