
O vereador do Rio de Janeiro Salvino Oliveira, do PSD — mesmo partido do prefeito **Eduardo Paes — foi preso nesta quarta-feira (11) durante uma operação da Polícia Civil que investiga a influência do crime organizado em territórios eleitorais da cidade.
Segundo a investigação, o parlamentar é suspeito de ter buscado autorização para realizar atividades de campanha eleitoral em área dominada pelo Comando Vermelho (CV), na comunidade da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A apuração aponta que o contato teria ocorrido com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção em atuação nas ruas.
De acordo com investigadores, a suspeita é de que o vereador tenha articulado ações que seriam apresentadas como iniciativas voltadas à população local, mas que poderiam beneficiar pessoas indicadas por integrantes da organização criminosa. Um dos pontos investigados envolve a instalação de quiosques na região.
A prisão ocorreu durante a Operação Contenção Red Legacy, conduzida por agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro. A operação busca desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho, organização criminosa que, segundo a Polícia Civil, apresenta cadeia de comando estruturada, divisão territorial e atuação interestadual.
Durante a investigação, também foram identificados casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens, incluindo vazamento de informações e simulação de operações.
Ao chegar à Cidade da Polícia, Salvino Oliveira afirmou que seria vítima de disputa política e negou irregularidades.
“Sou vítima de uma briga política que não é minha”, declarou o vereador ao chegar para prestar depoimento.
Até o momento, a defesa do parlamentar não havia apresentado manifestação pública detalhada.
Quem é Salvino Oliveira
Salvino Oliveira nasceu e foi criado na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele ganhou projeção política ao integrar a campanha de Eduardo Paes à prefeitura e, posteriormente, assumir a Secretaria Especial da Juventude Carioca.
Em 2024, deixou o cargo para disputar uma vaga na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e foi eleito vereador com 27.062 votos, com campanha voltada principalmente à juventude das comunidades.
A prisão do parlamentar ocorre em meio a investigações mais amplas sobre a influência do crime organizado em áreas dominadas por facções no estado do Rio de Janeiro, tema que há anos preocupa autoridades de segurança pública e especialistas em política.
O caso segue em investigação e pode trazer novos desdobramentos sobre a relação entre territórios dominados pelo tráfico e disputas eleitorais no Rio de Janeiro.
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