
O atentado contra membros da Guarda Nacional dos Estados Unidos na última quarta-feira levou o presidente Donald Trump a tomar medidas mais rígidas em relação à sua política migratória, visto que o acusado de ter matado uma agente e deixado outro em estado grave de saúde era um imigrante afegão ilegal.
Em um primeiro passo, logo após o ataque armado, o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos anunciou a suspensão imediata de todos os pedidos de imigração de cidadãos afegãos, mesma nacionalidade do atirador que agiu perto da Casa Branca.
No dia posterior, o líder da Casa Branca anunciou que suspenderá indefinidamente a imigração de “países de Terceiro Mundo”. O Brasil não está inicialmente na lista, segundo informou o Departamento de Segurança Interna em contato com a Reuters.
Em uma mensagem no dia de Ação de Graças, comemorado nesta quinta, Trump voltou a criticar as políticas migratórias implementadas por seu antecessor, o democrata Joe Biden, considerando-as “a principal causa da disfunção social do país”.
“A população estrangeira oficial dos Estados Unidos é de 53 milhões de pessoas (de acordo com o censo), a maioria das quais recebe assistência social, vem de países em crise ou vive em prisões, instituições psiquiátricas, gangues ou cartéis de drogas”, afirmou o presidente republicano.
O diretor do Serviço de Cidadania e Imigração, Joseph B. Edlow, informou que, por ordem da Presidência, foi ordenada uma revisão rigorosa e em larga escala de todos os vistos de residência permanente de todos os estrangeiros originários de países de “preocupação”.
Embora as autoridades não tenham especificado os países que serão afetados pela medida, em junho, Trump proibiu a entrada nos Estados Unidos de doze nações com o finalidade de proteger a “segurança nacional”. São eles, Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.
O presidente também restringiu a entrada de outros sete países, entre eles Cuba e Venezuela.
Desde que retornou à Casa Branca, Trump considerou a chegada de imigrantes ilegais a “maior ameaça à segurança nacional” dos Estados Unidos atualmente. Ele mobilizou agentes nas fronteiras com o México e suspendeu diversos programas implementados pela gestão democrata, que provocou uma crise migratória nos últimos anos.
O recente episódio de violência em Washington, agora contra agentes públicos, dará ainda mais impulso aos planos do presidente republicano para restringir a chegada de estrangeiros no país.
As ações que seguem em análise nos tribunais, inclusive sobre o uso da Guarda Nacional em cidades violentas dos Estados Unidos, podem ter novos efeitos favoráveis ao governo federal, após algumas cortes decidirem pela suspensão da medida.
Uma juíza federal chegou a permitir que a gestão Trump apresente recursos contra sua decisão até 11 de dezembro, a fim de alterar seu entendimento sobre o destacamento. O governo então citou o recente ataque em seus documentos judiciais. Além disso, a Suprema Corte analisa a mobilização federal em Chicago, o que também pode afetar os cálculos da gestão republicana.
Desde janeiro, Trump e sua equipe prometeram deportar dezenas de milhões de estrangeiros que estão em situação irregular no país. Até agora, Washington já preparou dezenas de voos de deportação, elevou o número de operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em cidades americanas como Chicago e Los Angeles e assinou uma ordem executiva para suspender o programa de refugiados nos Estados Unidos.
O recente atentado cometido por um imigrante irregular abre caminho para a expansão de uma política mais rígida que já vinha sendo aplicada pela Casa Branca.
📢 Belford Roxo 24h – Aqui a informação nunca para
📞 WhatsApp da Redação: (21) 97915-5787
🔗 Canal no WhatsApp: Entrar no canal
🌐 Mais notícias: belfordroxo24h.com



