
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu nesta sexta-feira (16) ao regime do Irã por supostamente ter cancelado execuções de pessoas detidas por terem participado dos protestos iniciados no final de dezembro no país persa.
“Respeito profundamente o fato de que todos os enforcamentos programados para ontem (mais de 800) foram cancelados pela liderança do Irã. Obrigado!”, escreveu o mandatário americano na rede Truth Social.
Na quinta-feira (15), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia afirmado durante entrevista coletiva que o regime do Irã teria cancelado 800 execuções de manifestantes depois que Trump prometeu ações militares se tais medidas fossem tomadas pela ditadura islâmica.
De acordo com informações da emissora CNN, ao sair da Casa Branca nesta sexta-feira para passar o fim de semana na Flórida, Trump contrariou informações de que países aliados no Oriente Médio o teriam convencido a não bombardear o Irã. “Ninguém me convenceu. Eu convenci a mim mesmo”, disse a jornalistas.
Na terça-feira (13), grupos de direitos humanos, como os noruegueses Iran Human Rights e Hengaw, citaram fontes que afirmaram que Erfan Soltani, de 26 anos, acusado pela ditadura iraniana de “travar guerra contra Deus” devido à sua participação nos protestos, seria executado na quarta-feira (14), seis dias após ter sido preso. Entretanto, o Hengaw e familiares de Soltani disseram posteriormente que a execução foi adiada.
Ontem, a agência de notícias Mizan, ligada ao Judiciário iraniano, alegou que o manifestante não havia sido condenado à pena de morte.
Em entrevista à Fox News, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que “não há nenhum plano para enforcamento” de manifestantes.
De acordo com ONGs internacionais, mais de 2,6 mil pessoas já foram mortas pelas autoridades de segurança do Irã na repressão aos protestos iniciados no final de dezembro em razão da crise econômica no país persa, mas cujas reivindicações agora incluem a queda do regime islâmico.
A ditadura iraniana informou nesta sexta-feira que cerca de 3 mil pessoas foram presas por participação nas manifestações, descritas pelo regime dos aiatolás como atos “terroristas”, mas ONGs de direitos humanos estimam que o número real seja superior a 19 mil.
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