
O governo de São Paulo formaliza nesta quarta-feira (28) a assinatura do contrato de Parceria Público-Privada (PPP) para a construção do Túnel Santos-Guarujá. A construção ficará a cargo do grupo português Mota-Engil, vencedor do leilão.
Projeto prevê investimento de quase R$ 7 bilhões e atende uma demanda histórica da Baixada Santista. O túnel, com 870 metros de extensão sob o canal portuário, terá três faixas em cada sentido, além de passagem para pedestres, ciclistas e galeria de serviços. PPP foi aprovada em evento que uniu governo do Estado de São Paulo e governo federal.
Obra terá 1,5 km de extensão. Serão 870 metros imersos, com módulos de concreto pré-moldados instalados no leito do canal portuário, uma técnica já consagrada em países da Europa e da Ásia.
Túnel será o primeiro do tipo imerso no Brasil. Trajeto, que nesta quarta-feira (28) é feito por sistema de balsas ou por rodovia, varia de 18 a 60 minutos, será reduzido a poucos minutos, beneficiando mais de 2 milhões de pessoas.
Conclusão da obra está prevista para 2031. O início da produção dos módulos de concreto está previsto para 2027, com montagem até 2030.
Expectativa é que travessia entre Santos e Guarujá passe de uma hora para cerca de cinco minutos. O contrato com a Mota-Engil tem duração de 30 anos e inclui operação e manutenção da infraestrutura.
O túnel deve beneficiar cerca de 2 milhões de pessoas na Baixada Santista. “O Túnel Santos-Guarujá é um projeto estruturante, aguardado há décadas, que agora entra em uma nova fase concreta. A assinatura do contrato representa um passo decisivo para transformar esse projeto em realidade, com ganhos diretos para a mobilidade, a logística e a qualidade de vida da população”, afirmou Rafael Benini, secretário de Parcerias em Investimentos de São Paulo.
A Mota-Engil venceu o leilão realizado em setembro de 2025, com desconto de 0,5% sobre a contraprestação anual máxima de R$ 438,3 milhões. O contrato será assinado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes.
A licença ambiental prévia já foi concedida pela Cetesb. O órgão analisou impactos sobre manguezais, fauna, flora, ruído e desapropriações, e estabeleceu condicionantes para a próxima etapa do licenciamento.
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