
A arte brasileira vem ganhando novos palcos no Rio de Janeiro — e eles não estão apenas em museus ou centros culturais. Cada vez mais, artistas e movimentos que marcaram a história do país estão sendo celebrados em empreendimentos residenciais, que incorporam referências culturais desde a fachada até as áreas comuns. A ideia é alinhar arquitetura, identidade e memória para criar projetos únicos, sofisticados e cheios de significado.
Poucas iniciativas traduzem tão bem esse conceito quanto as da Cury Construtora. Com forte atuação na Região Portuária, a empresa mergulhou no legado de nomes como Heitor dos Prazeres, Tia Ciata e Pixinguinha para inspirar novos empreendimentos. A construtora estudou profundamente a história dos bairros, em diálogo com representantes de movimentos culturais e entidades locais.
Esse movimento nasceu em 2023, em parceria com o Instituto Pretos Novos, que deu base a um estudo voltado a homenagens culturais em futuros projetos. O primeiro deles foi o residencial Heitor dos Prazeres, inspirado no cantor, pintor, fundador das escolas de samba Portela e Mangueira e grande divulgador da cultura afro-brasileira.
A fórmula se repetiu no Tia Ciata e no Pixinguinha, também na região do Porto, e no Cartola, que será construído em São Cristóvão. Com entrega prevista entre 2026 e 2027, os projetos reúnem estúdios e apartamentos de um, dois e três quartos. O Heitor dos Prazeres já está 100% vendido, e os demais estão com cerca de 80% das unidades comercializadas.
— Queríamos eternizar a importância desses personagens para a região, levar conhecimento e valorizar a história do bairro. A ideia é que, no futuro, esses condomínios se tornem referências para moradores e visitantes, e que esses artistas se perpetuem ali — afirma Leonardo Mesquita, vice-presidente da Cury.
No Centro do Rio, a Fator Realty também encontrou na cultura a essência de um projeto: descobriu que o edifício original havia sido projetado por Lúcio Costa, um dos maiores arquitetos brasileiros, quando ia lançar o Brise Studios Design. A presença marcante dos brises — elementos que ajudam a controlar luz e ventilação — acabou batizando o empreendimento.
— Quando soubemos que o prédio era assinado por Lúcio Costa, a decisão de preservar foi imediata. O edifício é, por si só, uma obra de arte. Todo o conceito do projeto dialoga com o modernismo brasileiro — explica Vasco Rodrigues, CEO da Fator Realty.
O retrofit propõe uma experiência de imersão cultural. Obras de arte, painéis e elementos arquitetônicos inspirados no modernismo se integram ao espaço e vão além da decoração. Concreto aparente, madeira, metais e azulejos artesanais reforçam a atmosfera do período, enquanto o mobiliário de linhas limpas e atemporais completa o cenário.

— A proposta é que o morador não apenas reconheça as referências históricas, mas viva no dia a dia os valores do modernismo: equilíbrio entre arte e vida, funcionalidade aliada à beleza e pertencimento a um momento importante da história cultural do país — destaca a arquiteta Natália Lemos.
A RJDI aposta na diversidade cultural carioca com a coleção Soul Rio. Cada um dos cinco empreendimentos já lançados traz uma homenagem diferente — conectada ao entorno, ao estilo de vida do Rio e aos movimentos musicais que nasceram na cidade. No Soul Rio Barata Ribeiro, em Copacabana, painéis celebram a Bossa Nova.
— A arte é um dos pilares da coleção Soul Rio. Talvez esse conceito não chame tanta atenção antes da obra pronta, mas ganha valor com o tempo: há beleza e conexão — explica Jomar Monnerat, CEO da RJDI.
Voltados para locação de curta temporada, os empreendimentos da coleção Soul Rio somam mais de 400 unidades, com preços entre R$ 400 mil e R$ 800 mil — mostrando que, no Rio, morar também pode ser uma experiência cultural.
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