
O Senado alcançou o número necessário de assinaturas para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar o escândalo financeiro do Banco Master. Iniciativa do senador Eduardo Girão (Novo-CE), o requerimento chegou nesta segunda (18) ao mínimo de 42 assinaturas, conforme disse o senador em suas redes sociais.
“Espero apenas quando esta CPI seja instalada (defendo que o recesso seja suspenso p/ isso) os parlamentares q se recusaram a apoiá-la não tentem tomar de assalto de novo a partir da força bruta do governo Lula”, escreveu Girão em sua conta no X.
A atual proposta de Girão é de uma CPI, enquanto atualmente já está na mesa da presidência da Casa uma de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). A diferença da CPI para a CPMI é que a “mista” depende de uma sessão conjunta do Congresso Nacional, enquanto uma de CPI pode ser lida já na chegada do recesso, no dia 1º de fevereiro.
Além do pedido da CPI, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) articula desde o início do ano passado uma CPMI. O parlamentar afirma ter mais de 200 assinaturas para o seu pedido.
A CPMI do Master tem o objetivo de investigar fraudes financeiras atribuídas ao banco. De acordo com estimativas da Polícia Federal, que conduz a operação Compliance Zero sobre o caso, os valores podem chegar a R$ 12,2 bilhões. No pedido de instalação da CPMI, os proponentes alegam que será possível averiguar as “demais conexões político-institucionais relacionadas aos fatos investigados”.
A deflagração da segunda fase da operação Compliance Zero pela Polícia Federal, na semana passada, acelerou a coleta de assinaturas para a criação da CPI na Câmara dos Deputados, segundo o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), autor de outro requerimento. Ele afirma tem o número acima do necessário de 171 adesões exigidas para a abetura da comissão.
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